6.5.15

Passarinha - Kathryn Erskine


Livro bonito, bem construído e com o poder de aquecer o coração de quem lê? Tá tendo!
“Embora eu não gostasse da empatia ela é uma coisa assim que chega sem avisar e faz você sentir um calorzinho gostoso no coração.”
Passarinha foi o primeiro livro que li em 2015 e ao pensar em trazer uma resenha para o blog, não pude pensar em outro. Ele é tão lindo, que a minha vontade é comprar vários e sair distribuindo.

A autora,  Kathryn Erskine, ganhou vários prêmios com esse livro, inclusive o National Book Award 2010.
Kathryn mora no estado da Virgínia, onde aconteceu um massacre na Virginia Tech University, em 2007. A autora ficou profundamente chocada com o acontecido. Ela queria entender como uma família sobrevive a uma tragédia como esta, então ela relacionou a história da violência, o impacto que um caso assim causa na vida das pessoas e de uma comunidade e como uma criança com necessidades especiais lidaria com algo assim.
Em Passarinha, a personagem principal tem a síndrome de Asperger, assim como a filha da autora. Seu objetivo sempre foi que as pessoas compreendessem melhor como é o mundo através dos olhos de um portador da síndrome de Asperger. A menina do livro não é a filha de Kathryn, mas ela emprestou várias coisas que vivenciou com a filha para a personagem. Se você quiser entender melhor o que é essa síndrome e como ela afeta a inteiração social de seus portadores, clique aqui.
Ou melhor, dediquem 4 minutinhos do seu tempo para ouvir a própria autora explicar um pouquinho:


Passarinha é um livro de sutilezas e simplicidades cativantes.
Antes de iniciar a leitura da narrativa, existe uma nota de esclarecimento da tradutora, Heloisa Leal, explicando a construção da autora: o jogo de palavras, a existência de palavras com letra maiúscula no meio das frases, a ênfase de como as palavras representam o pensamento da personagem, as relações de simetria entre palavras iguais com significados diferentes e tudo o que torna esse livro uma experiência única de inserção em um mundo tão diferente do nosso.

Como o grande objetivo de Kathryn era que as pessoas pudessem enxergar o mundo como Catlin, a personagem principal, enxerga e assim entender melhor o mundo do portador de Asperger, o livro é contado em primeira pessoa.
Isso significa que Passarinha é um mergulho na mente confusa de uma criança com Asperger. Você só vai saber o que ela sabe, você só vai entender o que ela conseguir entender.
E é aí que a essência do livro se revela.
“Eu gosto das coisas em preto e branco. Preto e branco é mais fácil de entender. Cor demais confunde a cabeça da gente.”
Caitlin tem apenas dez anos e tem síndrome de Asperger. Ela está enfrentando uma grande tragédia familiar e precisa lidar com isso, além de ajudar o pai a superar perdas irreparáveis. Mas Caitlin não sabe como fazer isso. Muitas coisas ela não consegue entender, mas sabe que algo precisa ser feito para que possam seguir suas vidas.
O título original do livro é Mockinbird, em referência ao filme “To Kill A Mockingbird” (O Sol É Para Todos). O livro faz várias referências ao filme e é também um jeito que Devon, irmão de Catlin, usa para que a irmã entenda determinadas coisas. O irmão a chama pelo mesmo apelido da menina do filme, Scout. A família de Devon e Catlin é igual a do filme: um pai que cuida sozinho dos filhos porque a esposa morreu. Essa referência facilita a compreensão que Catlin tem da própria família. 

A gente tende a pensar que os autistas não sabem conviver com as pessoas, mas a verdade é que as pessoas é que não sabem conviver com eles. Querem exigir que eles  se comportem e tenham atitudes como as nossas e por muitas vezes tentamos ensinar coisas que, se pararmos pra pensar, não fazem muito sentido nem para nós mesmos. Por exemplo, como você quer ensinar uma criança a manter o controle se você perde a paciência com ela e não consegue se controlar?
A autora nos mostra como a paciência é importante e mais do que isso, como as palavras tem o poder de construir pontes e elos.
Para Catlin é difícil "captar o sentido" do que as pessoas querem dizer. Ela não gosta de olhar nos olhos das pessoas, não gosta que invadam seu espaço e nem que toquem nela. Catlin gosta de ler livros e dicionários porque considera eles mais fáceis de entender - ao contrário das pessoas, livros não mudam de opinião. 
Graças ao dicionário, Catlin lê a palavra "desfecho" e ao tentar compreender o significado, se convence que é exatamente o que ela e seu pai precisam: um desfecho. Mas ela não sabe como conseguir isso e nem como fazer esse desfecho acontecer, mas está determinada a alcançá-lo de qualquer jeito.
O bom dos livros é que as coisas do lado de dentro não mudam. As pessoas dizem que não se pode julgar um livro pela capa mas isso  não é verdade porque a capa diz exatamente o que tem dentro. E não importa quantas vezes você leia aquele livro as palavras e imagens não mudam. Você pode abrir e fechar os livros um milhão de vezes que eles continuam os mesmos. [...] Livros não são como pessoas. Livros são seguros.
Catlin sabe que é diferente das outras crianças, mas não se sente tão diferente assim. Ela sabe que tem dificuldades que precisa enfrentar, mas não aceita ser chamada de "doente". A determinação que ela tem de enfrentar os próprios limites e superar a si mesma a todo instante, é de uma força comovente.
Tentando ajudar o pai a superar a dor que ele sente, Catlin acaba por descobrir o próprio caminho e a si mesma, descobrindo um novo modo de perceber o mundo, relações de amizades, cores, empatia...  Sua visão de mundo é comovente e cativante, apesar de toda a dificuldade que ela enfrenta para entender o mundo, as pessoas, as relações e a si própria. É um livro fascinante e cheio de ternura que encheu meu coração de amor. É emocionante, podem acreditar em mim porque eu não posso deixar de recomendar a leitura dessa obra de arte!

E... Gente... E essa capa maravilhosa? Eu fiquei apaixonada! ♥ Palmas para a Editora Valentina que fez um trabalho lindíssimo!
O ninho, a menininha encolhida no ninho, as cores da capa, a diagramação... Não dá muito mais prazer de ler um livro quando a capa é linda assim? Ao olhar essa capa, a contracapa e a primeira página que lista todos os prêmios que a autora ganhou com ele, uma curiosidade fulminante me consumiu e eu tive que comprar. Devorei o livro em três dias e lamentei quando acabou!
Com palavras simples e contando a história de um jeito extraordinário e inovador, Kathryn Erskine me conquistou num nível, que eu queria ir lá na Virginia dar um abraço nela!

Passarinha não é um livro depressivo, é triste, mas é uma tristeza que é muito bonita. Você tem a exata sensação que a personagem principal está te ensinando alguma coisa muito valiosa, que vai te fazer evoluir de algum modo.
Acima de tudo, é um livro sobre compreender as diferenças entre o mundo que você vê e o mundo que outras pessoas vêem.
É um livro encantador sobre o quanto nossa vida pode ser melhor se aprendermos a compreender uns aos outros.

Classificação: Cinco capuccininhos


Ps: No site da autora (kathyerskine.com) existe um rico material sobre autismo e síndrome de Asperger, endereços úteis, links para artigos, fontes de pesquisa e vários materiais para educadores que trabalham com crianças especiais. Fica a dica!

29.4.15

Problemas De Um Leitor

Oi gente.
Sei que prometi e não cumpri, porque abandonei o blog mais uma vez!
Midesgulpem! Não vou nem fazer mimimi, só midesgulpem mesmo!


Pois então, já que aqui estou e não tenho assunto nenhum, resolvi atender pedidos tipo como se eu fosse gênio da lâmpada, cantora de churrascaria ou atendente de fast-food.
Minha amiga Deny me mandou essa TAG dizendo que eu deveria responder porque é a cara do blog.

Então tá então, bora lá.



1. Você tem 20 mil livros para ler. Como você decide o que vai que ler?

Mediunidade. Coloco a mão na capa, se a energia vibrar, é aquele!
Mentira, eu nunca sei. Fiz um TBR JAR (To be read) pra fazer sorteio, mas logo no segundo já estava burlando.
Ainda não desisti dele, mas no momento estou numa vibe "ler mulheres", então estou lendo a mulherada escritora na minha estante. E também com uma certa tendência a ler os últimos comprados, porque venho adquirindo coisas incríveis - modéstia à parte!

2. Você está no meio de um livro, mas não está gostando. Você para ou continua?

Então.. Tipos... Se eu não estiver gostando eu não chego até o meio do livro. E se eu cheguei no meio, pro fim é só mais meio, então, leio. Mas não insisto em leitura que estou achando ruim não. Não descarto, pode não ser o momento para aquela leitura. Tem livros que só gostei quando peguei pra ler anos depois de ter tentado... Acho que essa parte é mais transcendental mesmo. Fica meio hippie eu falando assim, mas...

3. O fim do ano está chegando e você está perto, mas não tão perto de finalizar sua meta de leitura. O que você pretende fazer e como?

Ops, essa TAG deve ser antiga, porque o fim do ano não está chegando. Não agora, pelo menos não tão rápido.
Mas respondendo a pergunta: who cares? Rs. Eu acho que sequer faço metas de leitura, aliás. Devia fazer? Vocês fazem? Como é, alguém me conta?

4. As capas de uma série que você ama são horríveis! Como você lida com isso?

Não lido, as capas das séries que eu amo são lindas ♥
Bom, tem aquele box Millenium (Cia das Letras) que as capas pretas com imagem de chamas na edição mais recente são mais bonitas que as coloridas da edição anterior. Porém, eu gan-hei o box da edição anterior, então não piro muito. Não vou gastar dinheiro comprando livros que eu ganhei, certo?
Eu cogito recomprar livros que já tenho quando a minha edição é com capa de filme (argh), mas fora isso...
Mas por exemplo, o último livro da minha trilogia Fronteiras do Universo, eu comprei de novo por causa do formato (tinha comprado pocket por engano, enquanto os outros eram normais).

5. Todo mundo, incluindo sua mãe, gostam de livro que você não gosta. Como você compartilha esses sentimentos?

Who cares? ¯\_(ツ)_/¯ Cada um na sua, é só não se meter nos meus livros que tá tudo certo ♥

6. Você está lendo um livro e você está prestes a começar a chorar em público. Como você lida com isso?

Não lido. As pessoas que tem que lidar, ou não. Aliás, as pessoas não tem que lidar nada, tem é que ficar cada um na sua e me deixar chorar com meu livro em paz - porque eu choro mesmo, sem pudor.

7. A sequência do livro que você ama acabou de sair, mas você esqueceu parte da história anterior. Você lê o anterior novamente? Pula para a sequência? Lê uma sinopse ou resenha? Chora de frustração?!

Antes eu ficava muito frustrada, mas hoje eu já sei que minha memória vale de nada mesmo e não tem remédio. Porém até acho que tenho a memória boazinha para livros. Ou melhorzinha. Ou só me iludo mesmo. (Olha, um bom modo de lembrar das histórias lidas é fazer resenhas e postar num blog - estou com várias resenhas pendentes aqui no blog #facepalm) Cada caso é um caso, no entanto. Eu acho que se eu amo o livro, não vou ter esquecido completamente dele. Pelo menos eu prefiro acreditar nisso. Se couber no caso, releio. Se não, leio uma resenha, uma sinopse - ás vezes isso é o suficiente pra reativar a memória.

8. Você não quer que ninguém, NINGUÉM, pegue seus livros emprestados. Como você educadamente diz às pessoas NÃO quando elas perguntam?

Assim ó:
-Me empresta esse seu livro?
-Não!
Simples assim. Me desculpem os ofendidos, mas eu não empresto não. Posso listar milhares de motivos, mas vamos trabalhar com um só: não sou obrigada! hahaha

Se eu quiser ser educadinha, eu até explico que tenho ciume, que não lido bem com a angustia de ter algo que me é precioso em outras mãos, que posso indicar onde vende baratinho, que já tive livros depredados, livros que não voltaram e etc. Mas geralmente ninguém me pede livro emprestado porque a fama precede o dono. então ¯\_(ツ)_/¯

9. Déficit de Atenção. Você não conseguiu ler os livros que queria no último mês. O que você faz para voltar a ler mais?

Me olho no espelho e digo três vezes: se você não ler mais vai ficar burra, se você não ler mais vai ficar burra, se você não ler mais vai esquecer o português e ficar burra. Ou algo parecido.

10. Há muitos livros novos que foram lançados e que você está morrendo de vontade de ler! Quantos deles você realmente compra?

TODOS hahahaha De um jeito ou de outro, num momento ou no próximo, eu compro. Não gosto de ficar passando vontade literária. Tem "quereres", "desejos" e "necessidades", sabem? São diferentes. os quereres, compro quando der, compro mais pra frente, procuro em grupos de trocas e doações, vejo se acho em feirinhas. Os desejos eu vou comprando e riscando de uma listinha. Agora, para os que são necessidades, ascendo uma vela para Nossinhora do frete grátis e faço promessa pro Santo Buscapé para encontrar o caminho mais barato até que ele chegue na minha casa. 

11. Depois de ter comprado os novos livros que você tanto queria, quanto tempo eles ficam em sua prateleira antes de você realmente ler?

Essa é uma pergunta cruel. Eu me policio, brigo comigo mesma e me ponho de castigo porque não consigo ler o tanto que gostaria. Sei que perco tempo vendo bobagem na internet e nas redes sociais, mas eu também trabalho o dia todo e faço faculdade à noite. Geralmente leio na faculdade quando chego antes da aula, nos ônibus que pego (porque moro longe e o caminho é sempre longo) mas reconheço que preciso ler mais. Com isso, shame on me, muitos livros ficam lá esperando eu concluir um pra serem lidos. Mas eu me esforço, juro, não me julguem!


Bom é isso. Se tiver alguma outra tag ou meme que vocês gostariam que eu respondesse, me falem aqui nos comentários que eu respondo - desde que não seja sobre coisas polêmicas (tipo mamilos) ou escabrosas (tipo política). Ou não. 



Créditos da Tag:
Vídeo da Inesbooks https://www.youtube.com/watch?v=sCud1uazK-0
Original https://www.youtube.com/watch?v=7SfhSV-L3eo
Quem traduziu https://www.youtube.com/watch?v=ZOuF6tplcio

8.3.15

Oito Mulheres para Ler

Não ia ter post, não ia ter nada. Mas enquanto eu copiava uma matéria da faculdade, tive uma ideia e aqui estou ao invés de estar estudando. Foco: tem mas acabou!
Me amem, não me julguem.

Toda a preguiça que eu estava de fazer um post sobre o dia internacional da mulher virou euforia ao pensar que, ao invés disso, podia vir aqui e indicar mulheres incríveis para vocês lerem.

01-Malala Yousafzai


Malala, a paquistanesa que foi baleada na cabeça pelo Talibã porque queria estudar e não se calou diante dos absurdos que os terroristas fizeram no Vale do Swat, onde morava. Malala tinha apenas 15 anos e quase pagou o preço de querer estudar com a vida. Poucos acreditavam que ela sobreviveria, mas nem uma bala na cabeça pode detê-la. Malala é a pessoa mais jovem a ganhar o prêmio Nobel da Paz. Menina corajosa e admirável. Ela vem de uma cultura onde a mulher não tem voz, mas nem por isso Malala se calou.
Em seu livro "Eu sou Malala" publicado no Brasil pela Companhia das Letras, a jovem conta como o Talibã invadiu o Vale do Swat e todos os absurdos que aconteceram no Paquistão. A maioria preferia se calar, mas Malala e seu pai sequer abaixaram a voz. A campanha da jovem virou uma campanha internacional e Malala é uma das 100 pessoas mais influentes do mundo segundo pesquisa da Time.
Hoje em dia, Malala vive na Inglaterra, onde foi internada durante seu tratamento e recuperação, mas não esconde de ninguém o desejo de voltar para sua terra, apesar das ameaças de morte que recebe caso faça isso. Após ganhar o Nobel da Paz, a estudante-ativista declarou que um dia deseja ser primeira ministra do Paquistão. Se eu fosse vocês, não duvidava dessa menina.

"Os extremistas têm mostrado com o que eles querem travar sua luta: contra uma garota com um livro."
Caso ainda haja alguma dúvida, aconselho assistirem o video abaixo:


Livro: 
Eu sou Malala (2013) - Malala Youzafzai e Christina Lamb (Companhia das Letras)

02- Chimamanda Adichie


Conheci Chimamanda durante uma disciplina no meu primeiro ano da faculdade e fiquei apaixonada por ela desde então. Chimamanda é uma premiada autora nigeriana, considerada uma das mais importantes vozes da literatura afriacana. Quando começou a escrever, ela reproduzia o tipo de história que estava acostumada a ler nos livros americanos. Quando conheceu a literatura africana, ficou apaixonada e decidiu escrever sobre aquilo que conhecia: seu país, sua cultura. Chimamanda logo percebeu que a maioria dos livros sobre a África que os leitores do mundo inteiro conhecem, são feitos por autores que não são africanos - e com isso, uma imagem nem sempre verdadeira é passada sobre a África. Em busca de mudar essa perspectiva, ela deu uma palestra no TED sobre "Os perigos de uma história única".
Suas histórias não-únicas tem tomado grandes proporções e se tornado cada vez mais conhecidas.

Negra, escritora, nigeriana e feminista, em outra oportunidade no TED, Chimamanda falou sobre feminismo na palestra "We should all be feminists" (Todos nós deveríamos ser feministas) e seu discurso foi publicado em um livro pela Companhia das Letras. Além disso, a cantora Beyoncé incorporou várias frases desse discurso em sua música Flawless, trazendo mais notariedade para Chimamanda.
Ela fala de cultura africana, de racismo, de educação, de feminismo, de construção de gênero... e ela pode falar sobre o que quiser que eu vou querer parar para ouvir ou ler.

"Meu editor nigeriano e eu começamos uma ONG chamada Farafina Trust. E nós temos grandes sonhos de construir bibliotecas e recuperar bibliotecas que já existem e fornecer livros para escolas estaduais que não tem nada em suas bibliotecas, e também organizar muitos e muitos workshops, de leitura e escrita para todas as pessoas que estão ansiosas para contar nossas muitas histórias. Histórias importam. Muitas histórias importam. Histórias tem sido usadas para expropriar e tornar malígno. Mas histórias podem também ser usadas para capacitar e humanizar. Histórias podem destruir a dignidade de um povo, mas histórias também podem reparar essa dignidade perdida." - Chimamanda Adichie


Livros:
O Hibisco Roxo (2003) - Companhia das Letras
Meio Sol Amarelo (2006) - Companhia das Letras
A Coisa à Volta do Teu Pescoço (2009) - Dom Quixote
Americanah (2013) - Companhia das Letras
Sejamos todos feministas (2015) - Companhia das Letras

03-  Jeannette Walls


Jeannette Walls é uma das minhas escritoras preferidas e eu devorei absolutamente todos os livros escritos por ela. Mas vou falar apenas de um deles: O Castelo de Vidro. A autora sempre escondeu de todos o seu passado, mas quando resolveu contar sua história, ficou por sete anos na lista de best-seller do New York Times. Jeannette teve uma infância miserável. Ela e os irmãos vieram de uma família decadente: pai bêbado e uma mãe artista frustrada sem sucesso. Jeannette diz que não sentia falta de amor e que os pais criaram filhos independentes e talentosos, com habilidades para se virarem sozinhos e cuidarem uns dos outros. Porém, seus pais eram negligentes por deixar os filhos sem comida, sem uma estrutura mínima e por muitas vezes eles tinham que revirar o lixo da escola em busca de restos de comida para não morrerem de fome. Eles não tinham moradia fixa, viviam como nômades fugindo das situações mais extremas em que viveram até virarem sem-teto.
Jeannette e seus irmãos nunca deixaram-se abater ou tiveram pena um do outro. Trabalharam duro e lutaram juntos para vencer todas as dificuldades que lhe eram impostas. O Castelo de Vidro é um livro para amar e odiar. Você vai amar a determinação dessa família, seus sonhos e a maneira como demostram amor uns pelos outros, mas vai odiar a negligência e a irresponsabilidade dos pais. Você vai amar o modo como os pais dão liberdade para os filhos serem quem são, mas vai odiar as privações que eles impõem aos filhos.
Mas principalmente, você vai amar Jeannette e a determinação com que ela trilhou a vida e batalhou para chegar onde está.
O livro é a biografia da jornalista Jeannette Walls e mostra como ela aprendeu a extrair a beleza em meio a dor. É um livro lindo, chocante, revoltante e apaixonante ao mesmo tempo

“Escrever as memórias é como entregar a vida a alguém e dizer: eis pelo que passei, eis quem sou, talvez com isso você consiga aprender alguma coisa. É dividir honestamente o que pensamos, sentimos e sofremos. Se conseguir fazer isso com eficiência, alguém pode receber a sabedoria e os benefícios da sua experiência sem ter de vivê-la.” - Jeannette Walls

O livro "O Castelo de Vidro" deve virar filme e a atriz Jennifer Lawrence fará o papel de Jeannette Walls.

Livros:
O Castelo de Vidro (Nova Fronteira)
A Estrela de Prata (Globo Livros) << resenha aqui no Expresso
Cavalos Partidos (Nova Fronteira)

04- Lionel Schiver


Lionel está em um páreo duro com Jeannette na minha lista de autoras preferidas. Eu gostaria de ter um adjetivo para descrever a escrita da Lionel, mas não consigo dizer nada além de "fodástica". Quem já leu, há de concordar comigo. Seus livros parecem cutucar o leitor, é uma leitura inquietante, como se Lionel nos acertasse tapas sem mão bem no meio de nossas fuças. Tempos atrás estava tão incomodada com o que lia, que abandonei um livro dela na metade para refletir sobre o que eu estava fazendo da minha própria vida - nesse nível, gente!
Eu não sou capaz de indicar apenas UM livro da Lionel, então vou falar sobre o mais famoso deles: "Precisamos falar sobre o Kevin". Eu não fui capaz de resenhar para o blog, porque fica um imenso "nada a dizer" quando terminamos de ler essa obra. É um romance impactante, que te tira do eixo de um modo tão... tão... que não dá para explicar. A história trata sobre a visão de uma mãe atormentada pelo comportamento do filho desde seu nascimento até se tornar o autor de um massacre escolar. Ele é o sétimo livro da Lionel e ele foi recusado por mais de 30 editoras devido ao seu teor. Em 2005, no entanto, o livro ganhou o prêmio Orange Prize, na Grã-Bretanha.

Livros:
The Female of the Species (1986) - Penguin Books
Checker and the Derailleurs (1987) - Penguin Books
Ordinary Decent Criminal (1990) - Flamingo
Game Control (1994) - Harper Perennial
A Perfectly Good Family (1996) - Harper Perennial
Dupla Falta (1997) - Intrísseca
Precisamos Falar Sobre o Kevin (2003) - Intrísseca
O Mundo Pós-Aniversário (2007) - Intrísseca
Tempo é Dinheiro (2010) - Intrísseca
Grande Irmão (2013) - Intrísseca
A Nova República (2015) - Intrísseca (o único das edições brasileiras que não tenho e estou aceitando de presente - fica a dica)

05- Carolina Maria de Jesus


Outra autora que eu descobri no meu primeiro ano de faculdade e fiquei fascinada por ela.
Carolina foi uma mulher, negra, favelada e extremamente pobre que catava lixo e reciclava cadernos e folhas que encontrava para escrever seus diários. Quando a chamavam de "mendiga e suja”, ela dizia dizia que, embora andasse suja, não era mendiga: “Mendigos pedem dinheiro; eu peço livros”. A Vida de Carolina mudou quando foi descoberta pelo repórter Audálio Dantas, na favela do Canindé, em São Paulo. Enquanto ele preparava uma reportagem sobre um parque infantil, viu uma mulher negra de 43 anos gritando para os adultos que brincavam no tal parque: “Onde já se viu uma coisa dessas, uns homens grandes tomando brinquedo de criança! Deixe estar que eu vou botar vocês todos no meu livro!”. Como todo jornalista (essa raça ruim a qual pertencerei um dia, rs) ele foi atras dela e descobriu pilhas e pilhas de cadernos que ela escrevia, entre eles uma espécia de diário onde Carolina descrevia o dia-a-dia da vizinhança na favela. Carolina Maria de Jesus ficou mundialmente conhecida pelo seu livro "Quarto de Despejo", um clássico de nossa literatura, traduzido em 13 idiomas e com mais mais de 80 mil exemplares vendidos só no Brasil. Um best seller. 
Na década de 1990, o pesquisador brasileiro José Carlos Sebe Bom Meihy e o norte-americano Robert Levine, publicaram o livro "Cinderela negra: a saga de Carolina Maria de Jesus" (editora UFRJ, raro, esgotado, impossível de encontrar). Também publicaram duas coletâneas de inéditos da escritora.
Carolina escreveu todos os dia, até sua morte.
Não digam que fui rebotalho,
que vivi à margem da vida.
Digam que eu procurava trabalho,
mas fui sempre preterida.
Digam ao povo brasileiro
que meu sonho era ser escritora,
mas eu não tinha dinheiro
para pagar uma editora.
Livros:
Quarto de despejo (1960) - Ática
Casa de Alvenaria (1961) - P. de Azevedo - Não encontrado
Pedaços de fome (1963) - Aquila
Provérbios (1963) - (?) Não encontrado
Diário de Bitita (1982) - nova Fronteira
Onde Estaes Felicidade (2014) - eMe Parió Revolução

06- Alice Ruiz


Alice Ruiz é uma poetiza curitibana que começou a escrever contos com 9 anos de idade, mas só lançou seu primeiro livro aos 34 anos. Sua obra era secreta. 
Aos 22 anos, Alice se casou com o escritor Paulo Leminski, para quem mostrou seus escritos pela primeira vez na vida. Leminski ficou muito surpreso e encantado e comentou que ela escrevia haikais - Alice nem sabia o que eram haikais, mas apaixonou-se pela estrutura japonesa de fazer poemas e traduziu quatro livros de autores japoneses.
Alice publicou, até agora, 21 livros, entre poesia, traduções e uma história infantil. Alice ganhou 2 prêmios Jabutis: um com a obra "Vice Versos" e outro com  "Dois em Um". Ela teve poemas publicados em 6 países (Estados Unidos, Bélgica, México, Argentina, Espanha e Irlanda). Alice e Leminski tiveram três filhos: Miguel Ângelo Leminski, Áurea Alice Leminski e Estrela Ruiz Leminski - que também é escritora.

Em caso de dor ponha gelo
Mude o corte de cabelo
Mude como modelo
Vá ao cinema dê um sorriso
Ainda que amarelo, esqueça seu cotovelo
Se amargo foi já ter sido
Troque já esse vestido
Troque o padrão do tecido
Saia do sério deixe os critérios
Siga todos os sentidos
Faça fazer sentido
A cada mil lágrimas sai um milagre
Livros:
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07- Marina Colasanti


Quando adolescente, lia muito Marina. Ela é responsável por várias decisões e boas escolhas que fiz na minha vida.  Eu sabia alguns de seus textos de cor e já briguei feio na internet por publicarem o texto "Eu sei, mas não devia" com o nome de outro autor. Ela é casada com um autor que eu aprendi a gostar com a minha avó, que me deu um livro dele: Affonso Romano de Sant'Anna.
Marina escreve para adultos e crianças, sua obra passeia pelas crônicas do cotidiano, poesias, contos ficção e textos jornalísticos. Ela tem 33 livros publicados. Dos infanto juvenis, meu preferido é "Ana Z.Aonde vai você?", dos adultos "Contos de amor Rasgados" e "Por falar em amor" ♥
Marina foi ganhadora do Prêmio Jabuti em 2010 pelo livro "Passageira em trânsito".

"A gente se acostuma para poupar a vida. Que aos poucos se gasta, e que, de tanto acostumar, se perde de si mesma."

Livros:
Clica aqui que a lista é grande

08- Simone de Beauvoir 


Eu tinha outras ideias para descrever nesse post, mas se estou indicando escritoras pelo dia da mulher, desculpem, não posso não falar de Simone! Se for para falar de mulher, de feminismo ou de filosofia, suas obras são de leitura obrigatória. O livro mais famoso dela, "O Segundo Sexo" é chamado de "Bíblia feminista". Todos os livros de Simone abordam temas existencialistas e sempre avaliam qual é o papel da mulher no mundo. Em seus romances (porque ela não escreveu apenas sobre feminismo) ela examinava o amor por diversos pontos de vista: o ciúme, a raiva, a frustração. Além de “O Segundo Sexo”, seus livros mais conhecidos são “Os Mandarins”, “A convidada”, “A cerimônia do adeus”, “A longa marcha”, “A mulher desiludida” e “As belas imagens”. Porém, o nome de Simone é mesmo um ícone do feminismo. Ela manteve um relacionamento com o filósofo existencialista Jean-Paul Sartre por toda a sua vida. Simone e Sartre se conheceram em 1929 quando Simone se graduou em filosofia. Desde então eles mantiveram um relacionamento aberto, que não era bem aceito na época, porque os dois se envolviam com outras pessoas e compartilhavam as experiências adquiridas (sério gente, poliamor hahaha) No livro "A Cerimonia do Adeus" publicado em 1981, Simone se despediu do companheiro que faleceu em 1980. Daí em diante Simone começou a abusar do álcool e de anfetaminas. Simone faleceu em abril de 1986, aos 78 anos e foi enterrada ao lado de Sartre ♥.

Não se pode escrever nada com indiferença

Livros:
Clica aqui que a lista é grande

Eu ainda poderia listar Clarice Lispector, Cecília Meireles, Hilda Hist, Lya Luft dente outras... mas quis trazer nomes que vocês talvez não conheçam ou estivessem acostumados a compartilhar como frases de efeito no facebook!
Leiam Virgina Woolf, Sylvia Plath, Lygia Fagundes Teles, Isabel Allende... Leiam mulheres!

Feliz dia internacional da Mulher!

2.3.15

Confissões de uma Bibliófila

Eu fiquei pensando mil vezes no que eu diria aqui para voltar depois de tanto tempo off.
Tinha um post pendurado nos rascunhos desde dezembro, mas ele só faria sentido se eu postasse no começo do ano. Depois ficou estranho. Sabe quando você fica um tempão sem falar com alguém e depois fica sem assunto e fala só oi?
Tipo isso!

Mas calma, eu não vou dizer apenas oi! hahaha

Eu estava assistindo ao canal da Tatiana Feltrin (se você não conhece, acorda ai pra vida) e eu gostei tanto, concordei tanto, que resolvi que seria meu gancho pra voltar pra cá.
Sim, roubei a TAG de uma youtuber pra ter assunto e só Deus pode me julgar (se bem que nem considero roubo, porque esse trem de tag é um tal de pega daqui e posta ali, marca fulano, responde sicrano que né? - Eu só não tenho canal no youtube ué).

Mas vamos lá! Trata-se da TAG "Confissões de uma Bibliófila" e as perguntas são: 

1. Qual é o gênero de literatura que você se mantém longe?

Eu me mantenho longe desses livros adolescentes de seres mágicos, tipo vampiros, anjos, demônios, coisas do tipo garoto-encontra-garota, esses livros de banca tipo Julia/Sabrina e livros de auto-ajuda.
Muitos preconceitos literários que eu tinha ou tive, fui deixando de ter com o passar do tempo, mas esses que citei... Esses não tem como.

2. Qual é o livro que você tem na estante e tem vergonha de não ter lido?

Meu Deus, muitos. Eles ficam ali me julgando, me apontando na fuça e dizendo que sou uma fraude. Quando eu resolvi catalogar os livros em uma planilha, uma das colunas era o status (lido/não lido/abandonado) e eu fiquei assustada comigo mesma. Por isso resolvi fazer uma daquelas jarrinhas de sorteio de próximo livro (TBJ JAR - To be read Jar) pra ver se tomo vergonha na cara jeito e leio os que estão ali na espera. Mas acho que o que mais me envergonha é o Dom Quixote, que eu fiz uma questão absurda de ter, namorei, noivei, casei com ele quando o consegui e não li. Vergonha!

3. Qual é o seu pior hábito enquanto leitor(a)?

Eu sou neurótica com meus livros, acho que esse é o pior de todos os hábitos. Eu não gosto que ninguém pegue neles, não gosto que mexam, acho que trucido se amassarem, rasurarem ou marcarem um livro meu. Durante a leitura, meu pior hábito é que eu odeio barulhos externos, odeio conversa alheia, odeio burburinhos... Imaginem vocês que eu leio muito no ônibus, voltando da faculdade e que silêncio é a última coisa que eu consigo ter no meu dia-a-dia. Nesse momento vocês pensam: o que essa louca faz, mata as pessoas?
Não meus queridos, não mato as pessoas. Eu uso duas táticas infalíveis que eu costumo chamar de "paz portátil": protetor auricular nexcare para dormir (ou não) e um aplicativo dos deuses chamado "Rain Sounds Relax & Sleep". Esse app maravilhoso, reproduz diversos barulhinhos de chuva ♥ É maravilhoso, coloco no último volume e nada mais me perturba. Eu não consigo ler ouvindo música, mas barulho de chuva é coisa linda de Deus *-*. 

4. Você costuma ler a sinopse antes de ler o livro? 

Sim, sempre. Eu também vejo resenhas em canais literários, aceito indicações de amigos ou leio resenhas de quem eu sei que não faz spoiler. Eu já comprei muito livro pela capa torcendo pra ter sorte, mas já foi-se o tempo de ostentar assim. As coisas andam muito caras e por mais que eu gaste rios com livros, não compro mais nada às cegas!

5. Qual é o livro mais caro da sua estante?

Se for contar pelas coleções, tem muito grana investida ali. Eu não tenho comprado livros muito caros não. Mas tem coisas do tipo: "ah, hoje o livro está baratinho, mas na época que comprei foi bem caro". Eu lembro que paguei um bom dinheiro no Crônicas de Nárnia, no box d'O Guia do Mochileiro das Galáxias. O box do Desventuras em série e o livro 'Star Wars - A Trilogia – Special Edition', eu ganhei de presente, mas sei que foram bem carinhos também. 
Fora os livros específicos de fotografia que são sempre muito caros e eu nem tento mais comprar.  Ah, o ultimo que comprei foi o Americanah da Chimamanda Adichie e ele foi salgadinho à beça.

6. Você compra livros usados/em sebo?

 
MUITO! Durante o  tempo que fiquei no meu penúltimo emprego, que era perto de vários sebos, conhecia os livreiros pelo nome e fazia reservas por telefone pra buscar na hora do almoço hahaha. Eu tenho neura do livro estar sujo, rasgado ou muito amarelo, mas eu sou uma verdadeira desbravadora de sebos e sempre dou uma restauradinha quando pego algum meio prejudicado. Gastei sete vidas em sites como Estante Virtual e similares.
Atualmente, tenho adquirido muitos livros pelo facebook. A querida Clara Taveira do canal Capitu ja leu? me chamou para ajudar a administrar um dos grupos mais legais (e um dos maiores) para vendas e trocas de livros: o Desapego de Livros RJ (fica a dica) e eu tenho conseguido excelentes livros por lá. 
Além disso, também sou voluntária e incentivadora do projeto Biblioteca da Gratidão que é uma cria do grupo Feira Grátis da Gratidão (que eu já mostrei o que é aqui no blog - clique aqui para conhecer) e que pretende promover a doação de livros e a participação de livros nas feiras e demais eventos de doações. Ou seja: preconceito nenhum com livros de segunda ♥

7. Qual é a sua livraria (física) preferida?

A Livraria Cultura ♥. Eu fiquei muito apaixonada quando fui pra São Paulo e conheci a Cultura da Av. Paulista - queria morar lá dentro - e fiquei frustrada porque aqui no RJ não tinha. Não tinha, mas agora tem! A Livraria Cultura do RJ foi inaugurada num projeto de revitalização do antigo Cine Vitória na Cinelândia, que estava fechado há mais de 20 anos! Tem teatro, café, área de exposição, área geek, espaço para as crianças, poltronas, pufs e livros, muitos livros distribuídos em 4 andares de loja. Eu não ganho nada pelo marketing, mas amo essa loja ♥ (porém, quase não compro mais em lojas físicas a não ser que saiba que é uma big promoção - frequento, vejo as novidades, tiro foto pra lembrar o que quis, mas quase nunca compro porque acho os preços altos demais e sei que posso encontrar mais barato - vide tópico 6)

8. Qual é a sua livraria online preferida?

A que estiver mais em conta. Eu não tenho uma preferida, eu costumo pesquisar onde tenho mais desconto ou mais vantagem e compro lá. Recentemente fiz minha primeira compra da vida na Fnac e gostei muito, mas costumo comprar no Submarino (que não é livraria mas...), Saraiva, Travessa... Enfim, façam como eu e olhem no Buscapé antes hahaha

Gente, tô muito propagandeira nesse post e ninguém me paga nem uma mariola vencida pra isso - socorro

9. Você tem um orçamento (mensal) para comprar livros?

Eu deveria ter, mas não tenho, nunca tive e não sei se um dia terei hahaha
Eu tenho um caderninho (a louca) com listas de livros separados por tópicos: livros lidos, livros que ganhei de presente, livros desejados e livros comprados. Fiz isso pra ver dou uma controlada nessa sangria de comprar muitos livros porque eu sei que meu tempo de ler é reduzido devido a faculdade - então eu não dou conta mesmo. Com o caderninho de controle, por exemplo, eu percebi que em janeiro dei uma surtada e consegui segurar a onda em fevereiro. Então, acho que está dando certo! 


10. Quem você "tagueia"?

Olha, eu roubei a TAG, eu estou há um tempão sem vir aqui e não sei se alguém já fez algo parecido. Então eu não vou taguear ninguém não. Mas se alguém aí fizer vou super curtir saber que não estou só na roubalheira hahaha


Então... é isso! Chega, acabou o post!




Vídeo da Tati onde conheci a TAG: http://youtu.be/WglTGxwgK2k

7.12.14

O Talento de Tanya Little

As pessoas tem uma mania muito feia comum: quando se deparam com uma fotografia muito bonita, perguntam: qual câmera você usou?
Na cabeça de muitos, a qualidade de uma fotografia está mais ligada ao equipamento usado do que à pessoa que fez a foto. Isso é uma imbecilidade imensa.
É como se você chegasse na casa de alguém para jantar e dissesse: "Nossa, que comida deliciosa, qual fogão você usou?", "Ah, mas com uma panela dessas até eu faço comida boa".
Vou explicar de modo bem simples: a câmera não faz o fotógrafo.
E vou provar o que digo também:

Tanya Little é uma fotógrafa de Nevada que decidiu registrar o dia-a-dia de seus três filhos.
Ela passou os últimos quatro anos fotografando-os diariamente, com dedicação e criatividade.
As imagens que Tanya produziu de sua família, são incríveis.
Ela usa uma câmera de entrada bem simples: uma Canon Rebel T2i com duas lentes: 50mm f / 1.4 e 28mm f / 2.8.
O esposo disse que, recentemente, ela trocou para a T5i (que é a mais atual da linha Rebel), porém a maioria das fotografias dela (na pagina, site e portfólio) foram feitas na T2i.
Tanya não tem uma super-hiper-mega-blaster câmera. Ela não tem lentes top-de-linha.
Ela tem uma coisa que ela poderia usar com qualquer equipamento do mundo: TALENTO.

Confiram alguns exemplos:

Day 248 | 365 Exploration { 2014 } Day 231 | 365 Own Pose { 2014 } Day 211 | 365 Table Fort { 2014 } Day 195 | 365 Summer Falls { 2014 } Day 192 | 365 Rogue Reds Calendar { 2014 } Life Summer Sprinklers Exploration Day 249 | 365 Handstand { 2014 } Watching Videos

E agora? Concordam comigo que o que realmente importa é o fotógrafo por trás da câmera?

Veja mais: Site | Facebook | 500px | Flickr | Tumblr
Fonte: Bored Panda


Adivinha quem voltou? \o/

Carolina! Na verdade se chama Ana Carolina e não gosta de ser chamada de Ana. Não revela a idade, mas todo mundo diz que aparenta bem menos. Fotógrafa e estudante de Jornalismo. Mudou de área depois de anos insatisfeita com a profissão. Carioca, apaixonante e implicante. Carinha de 8, espírito de 80 anos. Chata, mal humorada e anti-social. Gosta de rimas simples, de frases bobas e é viciada em café. Na vida passada foi um gato tamanha preguiça. Tem mania de ter manias, coleciona coisas inúteis e acha ridículo isso de falar de si mesma em 3º pessoa.

 
Expresso pra Dois © Todos os direitos reservados :: Ilustração por Rafaela Melo :: voltar para o topo