22.10.14

A Estrela de Prata - Jeannette Walls

Eu queria começar a falar de Jeannete Walls falando sobre outro livro dela, O Castelo de Vidro.
Eu comecei esse post fazendo uma resenha dupla sobre os dois livros, mas não gostei de como estava ficando e resolvi focar em um de cada vez.
Li o A Estrela de Prata recentemente, então vou deixar O Castelo de Vidro para outro momento, porque vou pegar para relembrar umas partes e marcar uns pontos legais para a resenha. Mas já adianto que ele é um dos meus preferidos da vida - então podem me cobrar!
Como disse no post do Book Haul, quando vi esse livro na livraria, esqueci o que tinha ido procurar e abracei o livro correndo para o caixa. Agora vou contar porque não me arrependi!


Para começar, "Estrela de Prata" é a terceira maior condecoração militar concedida a um membro de qualquer ramo das Forças Armadas dos EUA e terceira maior premiação por bravura ao enfrentar um inimigo, um reconhecimento por um ato de heroísmo. Demora-se um pouco para conhecer a história da Estrela de Prata no livro, mas ninguém seria mais merecedora de uma condecoração dessas do que as irmãs Liz e Bean - protagonistas de verdadeiros atos de bravura contra o maior inimigo que duas crianças podem enfrentar sozinhas: o abandono.


Charlote Holladay é uma aspirante a cantora na Califórnia dos anos 70, mãe de Liz e Bean.  Uma mulher deslumbrada com a fama que pretende alcançar quando for reconhecida como artista e que não hesita em abandonar as filhas sozinhas quando precisa correr atras de algum teste ou oportunidade para mostrar seu talento em agências e produtoras. Charlote não é uma pessoa centrada ou responsável, mas acredita que o único modo de viver, é esquecendo o passado e correndo atrás dos sonhos para conquistar o futuro. Não teria nada de muito errado nisso, se ela não negligenciasse a criação de suas filhas. De certo, Charlote amava muito as meninas, mas amava a si mesma em primeiro lugar e num dos devaneios de fama emergente, larga as filhas sozinhas com dinheiro suficiente para sobreviverem por um mês e some no mundo.
Mas muito se engana quem pensa que o livro é sobre a loucura de uma mãe negligente, o rancor de filhas abandonadas à própria sorte ou as implicações que um caso de abandono de incapaz poderia gerar. O livro é sobre Liz e Bean, duas irmãs que precisam enfrentar coisas muito difíceis juntas e precisam crescer antes do tempo para sobreviver. Liz e Bean aprendem muito cedo como é difícil ter que enfrentar a crueldade das pessoas, diversos tipos de preconceito, a hipocrisia que os adultos levam suas vidas, os segredos de família a que nunca tiveram acesso, parentes que desconheciam e principalmente, como o amor entre irmãs pode ser capaz de enfrentar a tudo isso e muito mais.

A aventura das irmãs Holladay começa, como dito anteriormente, quando sua mãe Charlote resolve ir atrás de uma oportunidade artística e some no mundo. Não era a primeira vez que isso acontecia e elas já estavam acostumadas. As meninas precisam se virar entre as tarefas domésticas, a escola, a curiosidade dos vizinhos e além de administrar bem o dinheiro que a mãe deixou para que se alimentassem pelo equivalente a um mês inteiro.  Elas cuidam uma da outra e compram tortas de frango no mercadinho do bairro para o jantar. Porém, Charlote sumiu no mundo por mais tempo do que as meninas conseguem disfarçar. Elas jamais duvidaram que a mãe voltaria, mas acabam atraindo a atenção do dono do mercado que muito prontamente resolve descobrir porque não tem visto a mãe delas pelo bairro.
Antecipando-se à visita dos agentes do Conselho Tutelar e acreditando que dessa vez estavam bem encrencadas, Liz e Bean resolvem fugir para não acabarem internadas em um abrigo para menores.

Os passarinhos me acordaram cedo na manhã seguinte. Eu nunca tinha ouvido passarinhos tão barulhentos.

Pensando sobre para onde poderiam ir, já que a mãe não deixou qualquer pista de onde estava, Liz e Bean resolvem viajar para a Virgínia, palco do passado e dos traumas de que sua mãe jamais falava. Elas procuram a velha casa da família e encontram tio Tinsley, um senhor viúvo, mau humorado e preso ao passado. A família Holladay era dona de um moinho de algodão onde trabalhava a maior parte da população da cidade e eram tão importantes, que até nomes de rua em homenagem aos Holladay existia. Mas com a decadência dos negócios, o moinho acabou sendo vendido para investidores e a vida do tio Tinsley perdeu um pouco do sentido. Então esse tio está enterrado em seu passado quando se dá conta de que as sobrinhas foram abandonadas por sua mãe e precisam de um adulto que olhe por elas. Então ele assume essa tarefa, porém tio Tinsley é um velho conservador e um pouco hipócrita e isso quer dizer que, apesar de prover abrigo e proteção, as meninas continuam se virando sozinhas.

Melhor carta. Liz ♥

Convivendo com o tio, as meninas acabam descobrindo a verdadeira história sobre o passado dos pais e conhecem parentes dos quais jamais ouviram falar. Liz e Bean fazem o que podem para se adaptar à nova rotina, aquelas pessoas e seus costumes típicos de uma cidade do interior. 
A escola onde vão estudar, na infantil ilusão de conquistar novos coleguinhas, se revela palco de uma tensa disputa territorial entre negros e brancos, ricos e pobres. Bean e Liz sofrem diversos tipos de preconceito e injustiças. Em meio a todo esse furdunço, uma coisa muito grave acontece e movimenta toda a cidade - além da mãe Charlote, que precisa enfrentar aquela cidade que tanto odeia para tentar ajudar e proteger as filhas.

E é óbvio que eu não vou contar o que é!


Toda a história, é contada aos olhos de Bean Holladay, uma menina de 12 anos, inteligente e espevitada que não tem papas na língua e frequentemente precisa se controlar para não falar demais. Isso confere o livro um tom de inocência e uma leveza já característica da narrativa de Jeannette Walls. Ela fala de coisas muito difíceis com uma simplicidade que deixa o leitor desconcertado. 
O comportamento instável e bipolar da mãe, confere às meninas uma maturidade incrível para a pouca idade delas. Por diversas vezes, Bean e Liz buscam compreender as atitudes da mãe, buscando meios de amenizar a história que contam sobre ela. Elas sabem que a mãe tem problemas mas procuram compreender as motivações de seus surtos, acabando por muitas vezes sendo cúmplices das situações que lhes são impostas. Porém a forma como elas encaram as adversidades é ao mesmo tempo realista e bela.
“Encontre a magia. E se você não puder encontrar magia, então a crie”
A Estrela de Prata, assim como o romance anterior "O Castelo de Vidro", traz um olhar crítico e dolorido sobre infância de crianças que são negligenciadas pela família. A história das irmãs não é narrada com rancor ou vitimização de duas órfãs com a mãe viva, mas com a esperança de um futuro melhor e com a certeza de podem superar qualquer adversidade com amor e persistência. A luta pela sobrevivência, o amadurecimento precoce, a busca pelo amor e a necessidade de extrair a felicidade e a esperança no meio disso tudo, também são temas bem focados no livro. Eu seria uma completa idiota se não recomendasse fortemente a leitura desse belo exemplo de um livro bem escrito.



Classificação: 5 Capuccininhos

16.10.14

One Lovely Blog Award

Nos tempos áureos da blogosfera, existia esses memes e awards que faziam sucesso nos blogs. Eu participei de alguns, sempre tive um pouco de preguiça de responder. Muitas vezes eu esquecia mesmo. Depois de um tempo, passei a gostar muito dos memes e comecei a participar de vários. Eu acho sempre muito legal ver as respostas dos blogs indicados e ir clicando de link em link, abrindo várias janelas e conhecendo mais blogs e mais histórias. Num loop. rs

A minha xará Carol do blog Uma Cadeira, por favor! me indicou e resolvi responder. 
A tag veio em boa hora, porque eu estava com uns 4 posts nos rascunhos e não conseguia decidir qual seria o assunto da vez. As perguntas são sobre o blog e eu respondi afim que vocês me conhecessem um pouco mais. Então, vamos lá!


#1 Por que decidiu criar um blog e quando começou?

Eu não faço a mínima ideia. Eu inclusive falei sobre isso ali na página "sobre", porque eu realmente não sei responder a essa pergunta. O Expresso pra Dois tem sete anos, mas antes dele tive outros. 
O primeiro blog que eu criei, foi há mais ou menos uns dez anos. Vocês, leitores de pouca idade, não se assustem com esse fato aterrorizante, dez anos atrás não é tanto tempo assim. Mentira.
Mas então: eu mal lembro o que fiz ontem, avaliem se vou lembrar do que me levou a criar um blog há tanto tempo...
Eu acredito que tenha sido porque eu via um monte de blogs falando bobagens e queria falar bobagens também. E eu era metida à escritora e me achava o máximo por ter ganho mais de uma vez o concurso literário na escola.
Então por isso, eu mantinha dois blogs porque eu achava que precisava manter os assuntos que eu gostava muito bem separados. Em um blog eu falava um monte de besteiras e destilava meu característico mau-humor, no outro postava minhas baboseiras literárias.
Depois que eu cansei de manter dois blogs, resolvi criar um só. O Expresso pra Dois foi criado pra ser um espaço que tivesse mais a ver comigo.

Vou roubar um pedacinho do que escrevi antes:
Imaginei um café literário, com musica boa, livros, amigos e boa conversa.
Onde eu pudesse sentar numa mesa, pedir um expresso e falar sobre a vida.
No começo, eu era metida a ser pseudo-cronista-escritora-wannabe. Grande parte do conteúdo antigo deste blog, são de textos, crônicas e contos.
Mas como a vida urge e as ideias não param, em pouco tempo o Expresso virou uma mistureba de tudo que eu gosto. E sinceramente? Gosto mais assim!

#2 Quais benefícios o blog te traz?

Benefícios múltiplos. Entretenimento, diversão, conhecer pessoas, mil coisas.
Mas um benefício recente que tenho observado: Na faculdade (faço Jornalismo), tenho que escrever de forma imparcial, ser muito direta e não posso me posicionar ou dar minha opinião no que escrevo. 
Aqui eu faço o inverso e eu adoro dar opinião. Então, de um modo ou de outro, estou melhorando e praticando minha escrita. Presa de um lado e livre do outro. óum 

Agora, se o objetivo da pergunta foi falar de benefício monetários, sobre ganhar dinheiro com o blog e patrocínios... aí eu não sei responder, não! Aliás, se alguém quiser me patrocinar, clica ali do lado no meu e-mail ou ali em cima em contato. Ok? Ok! Obrigada, de nada!


#3 Qual é o post mais acessado?

Tem dois que ficaram bastante tempo disputando pau-a-pau o primeiro lugar:
1º - Resenha do livro Presença de Anita - de Mário Donato
2º - Post sobre a campanha Twloha: To Write Love on Her Arms (Para Escrever Amor Nos Braços Dela)

#4 Você usa as redes sociais?

Sim, muito, o tempo todo - aliás, deveria usar menos! Eu sou aloka das redes sociais. Sempre que surge uma, eu corro lá e faço um perfil... Vai que bomba? Já garanto logo o username.
Se vocês quiserem me seguir, aqui do lado tem algumas e na página sobre o blog tem todas. rs
Se tivesse uma rehab de redes sociais, me forçariam a ir para lá. E eu diria no no no. 


#5 Como o blog tem evoluído?

Não sei, gente! Vocês acham que o Expresso está evoluindo? Me digam ai!
Aceito sugestões, inclusive. rs


#6 Já viveu algum fato importante por causa do blog?

Eu conheci a minha comadre Talita, que me deu a grande honra da minha vida que é ser madrinha da filhota dela . Uma menina linda, iluminada e feliz chamada Larissa - que inclusive completou três aninhos ontem ♥. Quer fato mais importante que esse?


#7 De onde nasce a inspiração para escrever e continuar com o blog?

Em Wonderland - hahaha
Eu tenho um certo problema com isso. Às vezes o problema maior é desenvolver os 375 temas que eu penso. Outras vezes é achar um tema. Vou confessar uma coisa com vocês: tenho um oceano de coisas nos rascunhos aqui. Alguns não quero mais escrever, outros é só o título, outros tem uns tópicos para desenvolver... E tem uns prontos também. As ideias vem de todos os lugares. Por exemplo, se termino de ler um livro, automaticamente já penso em falar sobre ele. Ou então sobre um filme ou música... Música, aliás, sempre me inspira a escrever. Tem vezes que eu estou feito alguém na beira de um penhasco e grito "o que eu escrevoooo?" e só escuto o eco "evo evo evo". Aí eu vou e cato algum tema de algum lugar, do grupo Rotaroots, respondo um meme ou deixo pra postar outro dia mesmo. Shame on me.


#8 O que você tem aprendido a nível pessoal e profissional esse ano?

Mas que pergunta de  mãe! Quase ouço minha mãe perguntar algo desse gênero.
Cara... A nível profissional é uma boa pergunta, porque eu saí de um emprego que me sufocava e me enlouquecia e até então não sei bem o que vou fazer daqui em diante. Eu quase sei, aliás. Porque eu sou a 'rainha do quase-saber'. Mas vou tocando, tipos, sei lá... Sabem?
Esse ano eu estou focada nessa mudança de profissão que eu me sujeitei e estou focada, principalmente, na faculdade. Então acho que são várias coisas para pensar e avaliar. E eu meio-que não fiz isso direito ainda.
Então, não tenho muito o que falar.
A nível pessoal... sei lá também. Várias coisas, suponho. Acho que é a mesma coisa que disse antes.
Eu sou confusa, eu sei. Mas é o meu jeitinho...


#9 Qual é sua frase favorita?

Depende. Do dia, do momento, do seriado ou do livro que eu esteja lendo. Depende da vida, do universo e tudo o mais. Eu coleciono quotes dos livros que leio, então eu tenho inúmeras frases preferidas.
Mas pensando bem, tem uma frase da minha amiga Rafaela Melo que me define bem (e que andei usando como Bio nas redes sociais). Gosto muito dela e é uma das minhas citações preferidas:

"Tão desorganizada eu que sou uma consigo nem frase organizar não" 



#10 Qual conselho você daria para quem está começando agora no mundo do blogs?

Run, Forrest, run! 
Escrever um blog é mais ou menos como tentar se manter são no meio de um monte de doidos. É sério, blogueiro não é uma raça de gente normal.

"- Mas eu não quero andar no meio de gente louca!
- Oh, mas isso você não tem como evitar - disse o Gato - somos todos loucos por aqui." - Lewis Carroll

#11 O que os blogs que você vai indicar tem em comum?

Todos tem uma característica única em comum: eu gosto! ♥



A regra é indicar outros 11 blogs e avisá-los da indicação.
E aqui criou-se um grande problema: Muitos que eu queria indicar já responderam.
Então, se algum de vocês já tiver respondido, deixa o link aqui pra mim, ok?
Então vamos lá, the oscar goes to:

1 - Talita Vieira - Amor pra Recomeçar
2 - Dani Antunes - (Des)graça pouca é bobagem
3- Karolyn Petrucci - O Mundo de Karolyn
4 - Paula Soares - A Culpa é da Paula
5 - Nina Vieira - Cronista Amadora
6 - Gabriela Melo - 187 Tons de Cinza
7 - Tamirez Santos - Resenhando Sonhos
8 - Érika Leite - Cansei de ser Nerd (o blog tá parado, mas será que ela responde?)
9 - Alexandre Lúcio - Elos no Horizonte
10 - Calyci Oliveira - Sai da minha lente
11 - Jessica Mendes - Valeu a pena esperar


Tô doida pra saber o que vocês vão responder.

10.10.14

Resenha: O Lado bom da Vida


Pra começar, dê o play aqui:
...vamos de post com a música d'A Banda mais bonita da cidade.
E um abraço pra você que acha que eles só tem uma música.

O Livro

Vocês conhecem alguém que busca sempre ver o lado bom da vida? Uma pessoa que deteste assuntos negativos ou histórias deprimentes? Você pode até conhecer alguém sempre disposto a encarar as coisas de um ângulo melhor, mas nenhuma delas é como Pat - o protagonista dessa história.
O nome original do livro é “Silver Linings Playbook”, uma expressão que numa tradução não literal, significa que várias coisas ruins que acontecem podem resultar numa coisa boa. 
"Silver linings" são linhas de contorno das nuvens quando o sol está encoberto por elas. O sol está escondido pelas nuvens, mas continua iluminando. É um jeito Pollyana de ver as coisas: ver sempre o lado bom de tudo. E é nisso que o personagem principal acredita, é essa sua filosofia de vida.

(em tempo: se fosse escolher pelo título eu jamais teria lido)

O Lado bom da Vida é um livro narrado em primeira pessoa pelo seu personagem principal: Pat Peoples. Durante boa parte do livro, Pat não se lembra do que fez para ter ido parar num hospital psiquiátrico. O leitor também não vai saber até que ele se lembre, porque é ele quem conta a própria história. Quando Pat fica confuso ou perde o controle, a narrativa fica intensa junto com ele. Aos poucos o leitor vai tendo pistas dos motivos para os surtos, de como a mente de Pat funciona e invariavelmente, se envolve com ele. Mas não é pra menos, Pat é um personagem cativante. Apesar de saber desde o inicio, nas entrelinhas, que ele fez algo de muito grave, é impossível não torcer por ele.

Então tá, o enredo. Pat Peoples está internado há quatro anos em um hospital psiquiátrico, sem nenhuma notícia do mundo lá fora e sem se dar conta do tempo. Ele ocupa seus dias com exercícios físicos, porque deseja ficar bonito, atraente e sarado para a ex-esposa quando o "tempo separado dela" terminar.
Na verdade existe uma ordem judicial impedindo que ele se aproxime, mas ele não sabe o motivo.
Um dia a mãe dele resolve que quer levá-lo pra casa, assina os papéis e leva Pat embora desse lugar que ele chama de "lugar ruim". Ela tenta se certificar o tempo todo que ele está tomando os remédios, que está controlado, que o pior já passou - e até monta uma super academia particular para que a obsessão que ele desenvolveu por exercícios físicos esteja sob controle. Existe uma preocupação de não tocar em assuntos traumáticos, ela desvia a conversa quando ele pergunta coisas sobre o passado e a ex-esposa, some com fotografias do casal e obriga o filho a ir à terapia - requisito para que ele fosse liberado do "lugar ruim".
Mas Pat tem uma única preocupação: fazer tudo o que for preciso para voltar para a ex-esposa.
"Você precisa saber que são suas ações que fazem de você uma boa pessoa, não sua vontade."
Já o pai não se relaciona bem com ele - nem com ninguém na verdade. Ele é obcecado por futebol e sua vida só está boa quando os Eagles vão bem. A relação de Pat com o pai é re-construída através do desempenho do time. Pat e o irmão Jake também são fanáticos pelo time, mas a relação deles é bem fraternal e bonita. Coisa que não acontece com o pai. É uma relação bem complicada, porém interessante de observar.


A bipolaridade do personagem é descrita de maneira simples, quase inocente, porque o personagem não faz a mínima ideia de que é assim. Ele tem um problema psiquiátrico e precisa tratar, mas ele sequer entende o porquê. Então ele tenta entender e se entender através da ajuda de seu terapeuta, Dr. Patel.

As seções com o terapeuta viciado em futebol americano, são um ponto alto do livro. Eu adoro livros, filmes, seriados e whatever que exploram essa relação paciente/terapeuta. A relação que Pat estabelece com seu psiquiatra e as seções de terapia, foram um ponto alto do livro pra mim.
Outro ponto que eu gostei muito, foi que Pat resolveu ler os livros que a ex-esposa gostava e sobre os quais lecionava, porque queria ficar inteligente para que ela tivesse orgulho dele - mas surtava quando um livro acabava mal e não entendia como ela podia dar aula a jovens com um livro tão deprimente, que não enxergava o lado bom da vida (e aqui ele, sem pudor nenhum, faz spoiler de vários livros - como por exemplo quando ele se enfurece com  Hemingway e cospe o final do livro, inconformado haha).
Ele tenta a todo custo manter a positividade e repete o mantra de "ser gentil ao invés de ter razão".
Conforme Pat vai narrando, você consegue entender como ele pensa, quais seus problemas, seus sentimentos em relação à ex-esposa e porque ele se esforça tanto para ser gentil e ver o lado bom da vida. A narrativa dúbia, demostra a instabilidade de Pat e entrega pro leitor seu estado psíquico.


Ninguém consegue, colega!

Ao mesmo tempo em que Pat tenta lidar com a família e com a ansiedade de voltar logo para Nikki, também tenta voltar a se relacionar com os velhos amigos e num jantar é apresentado à Tiffany.

Então tem Tiffany. Uma garota maluca e tão ferrada emocionalmente quanto Pat.
Nesse momento eu achei que o livro ia virar um clichê garoto-encontra-garota, bem naquele estilo: "ooohh tenho problemas" - "oohh também tenho, seremos problemáticos juntos" - mimimi cai o pano.
Mas Tiffany, além de louca, é bem legal. Uma personagem no minimo interessante - de tão esquisita. Mesmo porque, desde que a personagem é apresentada até o ponto que passamos a gostar dela, entendemos que seu comportamento maluco também é resultado de um grande trauma.
Tiffany não tem traquejo social, não consegue disfarçar quando não gosta de algo, não finge estar feliz quando as pessoas esperam que ela o faça e tem uma agressividade que a torna uma bomba prestes a explodir numa crise de raiva. Ou de choro.
No início, Pat tenta se livrar dela, literalmente corre quando a encontra. Porém, ela se torna a única pessoa que consegue compreender como Pat se sente e como pensa.
Enquanto Pat e Tiffany tentam lidar com seus próprios problemas, existe uma certa urgência de descobrir os limites dos relacionamentos de ambos e os limites da amizade que eles desenvolvem a partir de uma troca de interesses que no desenvolvimento da história se revelam outros.
Pat precisa de ajuda com algo que Tiffany se propõe a fazer, enquanto Tiffany conta com a ajuda de Pat em outra. As coisas, em si, parecem pequenas mas é preciso observar o que há por trás delas. Se a gente observar de perto, parece muito com as coisas que fazemos na vida real.
“Você não deveria estar tentando se livrar de ninguém. Você precisa de amigos, Pat. Todo mundo precisa.”
Embutido no enredo do livro desde o título, existem elementos Augustocuryânicos  de auto-ajuda do tipo "tudo vai ficar bem se você crer nisso" e essa ideia Pollyânica de "ver o lado bom de tudo". Eu acho auto-ajuda um tremendo pé-no-saco, porém, nessa história não me incomodou muito devido ao fator ironia.
É no mínimo engraçado de ver duas pessoas extremamente malucas tentando provar que não são malucas em meio a crises de instabilidade crônica e escândalos na vizinhança.
Talvez outros leitores se incomodem com o uso dessa positividade, que às vezes soa meio exagerado - mas no contexto dos personagens, tudo soa meio sarcástico.
Como se você fosse se consultar com um dentista de dentes podres ou visse um gago tentando trabalhar como locutor de futebol.


No geral, achei o livro leve e sensível. Ele mostra a instabilidade emocional de personagens diferentes, mas cativantes. Além de nos faz pensar nas diversas maneiras que as pessoas enfrentam seus próprios traumas e instabilidades emocionais.
É uma leitura gostosa, que vale a pena. Eu não me arrependi!

Classificação: 4 Capuccininhos

O Filme

Só serviu para dar rosto aos personagens.

A versão cinematográfica foi estrelada por Jennifer Lawrence e Bradley Cooper. E é isso que salva porque são dois lindos. De um modo geral, o filme tropeça muito feio no roteiro original e infelizmente perde toda a essência do livro.
Aliás, várias coisas, no filme são diferentes: o sobrenome do personagem principal, o tempo que Pat fica no "lugar ruim", ele saber logo no inicio do filme coisas que ele só descobre no final do livro, a relação com o o irmão, a relação com o pai (que no filme é o inverso de como é no livro), a relação dele com os Eagles, as música citadas e tão importantes na história, Nikky (Deus, pq?), o terapeuta que é muito mais legal no livro, o amigo do sanatório e além de coisas que só acontecem no filme e não no livro - e que se eu falar aqui vai ser um tremendo spoiler. Se já não tiver sido. Enfim, o filme me decepcionou muito, por isso vou ser chata, implicante e clichê ao dizer que o "o livro é melhor". E nesse caso, bem melhor! O filme banalizou o livro, transformou uma história bacana numa comédia romântica muito mais-do-mesmo. A impressão que eu tenho é que pegaram a história central do livro e florearam em volta sem pudores - cagaram o roteiro. Nada mais explica.
E de quebra, estragou minha imaginação hahaha. Digo a mesma coisa que disse na resenha do livro "Um dia": quando surge uma versão cinematográfica de algo que ainda não li, acabo imaginando os atores mesmo como os personagens.
Se você achou o filme meio bunda mole, leia o livro! Além de muito melhor, as relações são mais concretas e as crises mais profundas.


Dito isso, fiquem com o trailler e logo abaixo, dêem a opinião de vocês, ok?
Vai que eu tô sendo chata e implicante sozinha? rs


Ps: Ganhou o Spirit Awards 2013 nas categorias: Filme, Diretor, Atriz e Roteiro. Melhor atriz no Academy Awards. Recebeu oito indicações Oscar nas categorias: Melhor Filme, Melhor Ator, Melhor Atriz, Melhor Ator Coadjuvante, Melhor Atriz Coadjuvante, Melhor Diretor, Melhor Roteiro Adaptado e Melhor Edição. Venceu apenas a de Melhor Atriz. Recebeu quatro indicações para o Globo de Ouro e venceu o de melhor atriz. Ou seja: Jennifer Lawrence tá diva, uma deusa, uma louca, uma feiticeira. 
Mas nada vai me convencer que estou reclamando a toa, apesar de saber que sou chata mesmo! 

5.10.14

Tudo sobre Hannibal

No post passado eu vim aqui inaugurar a tag de Fotografia, né? Hoje vim inaugurar a tag de Seriados!
Eu tenho em mente escrever um post contando porque eu sou a louca das séries e contando quais seriados eu assisti e assisto. Mas isso vai ficar pra depois. 
Seria o post mais lógico para inaugurar uma categoria, mas quem disse que eu faço parte de alguma coisa relacionada a lógica, né?
Então vamos lá, porque eu vou falar do último seriado que me arrebatou. (ainda estou pensando como vou falar desse seriado sem usar palavrões)

Hannibal



Pensei tanto, tanto, TANTO em escrever sobre o seriado quando estava vendo... mas me faltaram três coisas: palavras, tempo (porque eu estava presa nos episódios) e fôlego.
Vou dizer para vocês o que me disseram sobre o seriado - e o que me convenceu a ver:
"Carol, é baseado nos livros. É perturbador e uma obra de arte ao mesmo tempo. Só que tem muito sangue...". Como não ceder a essa descrição do caos? 

Eu sempre achei Hannibal Lecter um dos personagens mais fascinante da literatura (e do cinema).
Pensa bem: um psiquiatra, canibal e serial killer - tudo junto numa pessoa só? Cacete, que personagem incrível!
Se você não leu ou nunca assistiu os filmes "O Silêncio dos Inocentes", "Hannibal" ou "O Dragão Vermelho", então PARE! Pegue no bumbum, pegue no compasso Vá assistir e depois volte aqui e continue lendo.


Reprodução/NBC

• Sinopse, impressões e emoções - tudo misturado:

A proposta da série é adaptar diversos livros de Thomas Harris, além de passear pelos filmes.
A série não começa exatamente na ordem cronológica dos livros. Nela, conhecemos um Hannibal diferente, antes de ser identificado como assassino. O público não o conhece, não sabe do que ele é capaz. Claro, percebe-se como é inteligente e ardiloso, mas Hannibal ainda não foi descoberto e manipula todos a seu favor sem levantar suspeitas.  

O agente especial do FBI Will Graham (Hugh Darcy) é especialista em traçar perfis de psicopatas. Ele é convidado para participar de uma caçada para identificar o serial killer responsável por uma série de assassinatos. Will tem uma habilidade estranha, ele consegue se colocar no lugar das pessoas e pensar como elas – até mesmo psicopatas. Mas a mente desse psicopata é um desafio enorme. Além disso, os casos são tão perturbadores, que o FBI decide colocar Will em contato direto com um psiquiatra - um dos maiores e mais respeitados - para ajudá-lo a lidar com tudo aquilo. Esse psiquiatra é Hannibal Lecter (Mads Mikkelsen). Will se envolve em suas investigações e se atormenta com elas, Lecter tem a função de observar e monitorar a capacidade dele e o ajudar a ser eficiente no trabalho.
Eles formam uma parceria improvável e brilhante. É a partir daí que a coisa fica meio... enlouquecedora. Pensem bem: o autor da barbárie ajudando o FBI a encontrar o responsável pelo próprio crime? O que vemos é uma elaborada ciranda entre Will e Hannibal. Os dois circulam, encaram, testam...
O relacionamento entre eles é meio perturbador.
Lecter é o médico, Will é o paciente. Lecter é o psiquiatra, Will é uma espécie de pesquisa/experimento. E eles acabam sendo colegas de trabalho... Socorro, gente!

Reprodução/NBC

O Will Graham de Hugh Dancy, é instável, delirante e foge de sua própria realidade. Você pensa que ele está enlouquecendo e vai embarcando junto com ele . O desafio de Will é provar a si mesmo e a todos que não está louco. Às vezes você acredita, às vezes não. Ele alterna momentos de extrema sanidade com momentos de ilusão. 

Preciso dizer que pensei na dificuldade que seria encarar um Dr Lecter que não fosse Anthony Hopkins. Então surge Mads Mikkelsen com uma atuação brilhante. O Hannibal de Mikkelsen tem sempre uma expressão impassível, livre de emoções e extremamente calmo. A frieza do personagem (não apenas com as vítimas mas com as pessoas que convive) é inquietante. Todas as suas decisões são calculadas, inclusive cada palavra que diz para sua própria terapeuta. Quando o bicho está pegando, você percebe uma sutil, muito sutil ruguinha de preocupação. Praticamente imperceptível para os outros personagens envolvidos com ele. Não existem reações emocionais em Hannibal - psicopatas não sentem emoções. Pra mim, é um dos melhores psicopatas que já vi. 

Reprodução/NBC

Valendo-se do poder que tem sobre a mente de seu paciente, Lecter consegue manipular toda uma história contra Will. E confrontar a inteligência e a sagacidade de Lecter é o próximo desafio dele.
Na segunda temporada temos a história completamente diferente de como começou. Lecter assume o papel de Will. Enquanto isso, Will precisa provar que isso é um erro, que Hannibal é culpado. 
Mas o psiquiatra se encarrega que ninguém enxergue Will com seriedade, que ninguém duvide de seu diagnóstico.
O clima é outro. O jogo é outro. E é tudo ainda mais enlouquecedor (desculpem a repetição insistente, mas não tenho outra palavra).

Reprodução/NBC

As duas temporadas são divididas em 13 episódios cada. Ou seja: não tem muita enrolação. As coisas acontecem sem se arrastar por vários episódios. Mesmo porque, não tem tempo para isso. Existe uma urgência, um ritmo, uma obviedade em ser direta. 
Talvez seja exatamente isso que te prende numa série policial. Então você se prende a Hannibal, mas sem que você perceba, a série vai mudando de foco. E se percebe, já esta envolvido demais pra abandonar: Hannibal já manipulou sutilmente todos ao redor - inclusive você.

Eu acho que não consigo escrever uma crítica, tipo críííítica sobre o seriado. Eu acho tudo um espetáculo. Acho o roteiro ótimo, os atores ótimos, a fotografia de cena ótima, a trilha ótima... Entenderam né?

Reprodução/NBC

Agora, preciso fazer um alerta aos mais incautos: contém cenas fortes.

Se você tem frescura, fricote ou mimimi - não veja!
Se você não tem estômago para sangue, corpos estripados e tripas - não veja
Se você costuma ter pesadelos com as cenas que assiste - não veja!
(eu costumava ver antes de dormir e sim, já sonhei com os episódios - avaliem o meu caso. )
E se você está pensando em parar de comer carne e não sabe por onde começar: VEJA!
Sério, é bem eficaz!

A série mostra Hannibal preparando pratos requintadíssimos. Ele é um cozinheiro impecável, um verdadeiro chef. Mas seus ingredientes são bem peculiares. Imaginaram?
Ele gosta de cozinhar para as pessoas próximas a ele. Oferece jantares. Oferece pratos sofisticados aos amigos. Ele prepara refeições muito bem apresentadas e ele é especialista em pratos que contém: carne. Sim, humana!
Ou seja, não satisfeito em comer humanos, ele induz as pessoas a experimentarem  também.
Ai que ânsia...

A terceira temporada já está garantida. E acredito que, depois do modo como a segunda acabou (petrificada só de lembrar), provavelmente se encaminha para um desfecho lógico.
Por um lado fico inquieta de pensar assim. Por outro fico aliviada de pensar que, terminando por aqui, não corremos o risco de ver essa obra de arte se perder no caminho e se tornar algo medíocre.
Estou ansiosa e ao mesmo tempo com medinho da sequência. Estou me agarrando com unhas e dentes à certeza que será memorável como as duas primeiras.


Vou resumir em uma palavra apenas: FODA
O palavrão que evitei desde o início precisava sair!



• Trailler:
Para os mais curiosos, segue o trailler da Season 1 e Season 2. Será que vocês encaram?
(contém cenas fortes)




Em tempo: A terceira temporada está prevista para abril ou maio de 2015 e eu estou d-e-s-e-s-p-e-r-a-d-a com isso.
Will: - Eu não acho você interessante
Hannibal: -Você irá

Classificação: 5 Capuccininhos
(mas poderiam - de boas - ser dez)

28.9.14

As Fotografias de Amanda Mabel

Há muito tempo venho prometendo (pra mim mesma e pra vocês) que iria falar mais de fotografia aqui no blog.
Para quem não sabe, eu sou fotógrafa e tenho meu trabalho exposto aqui ó!
Mas confesso que com tanta gente (gente boa mesmo) falando de fotografia por ai, fico inibida e achando que vou falar um "mais do mesmo". Se tem uma coisa que eu não gosto é desse lugar-comum de: ahh todo mundo está falando, vou falar também.
Portanto resolvi que, quando falar de fotografia aqui, o conteúdo vai ser:
1- Autoral
2- Inspirações
3- Projetos, notícias ou trabalhos que eu gostei muito, MUITO mesmo.
Eu poderia fazer uns posts com dicas, talvez até faça um dia. Mas no momento, não é o meu foco.
Como eu disse, tem gente muito boa no negócio fazendo isso por ai.
Então vamos ao que interessa porque esse é o primeiro post de Inspirações Fotográficas.

Amanda Mabel


Amanda é uma jovem fotógrafa de Singapura, que atualmente vive em Sydney, na Austrália.
Ela fez bacharelado em Artes na Universidade de Sydney e parece que é colaboradora da Vogue Austrália.
Amanda é uma menina que diz gostar de chá, viagens e fotografia.
Seu trabalho é encantador. São retratos e auto-retratos com luz natural e muita delicadeza.
Os cenários das fotografias são os mais lindos possíveis. Eu bem que queria ter cenários desses para fotografar. Ela também abusa da pós-produção, suas fotografias tem uma atmosfera única.
Às vezes, Amanda posta uma fotografia super bem elaborada e trabalhada. De outras vezes, posta a fotografia mais simples possível.
Fico admirada com o talento dela, que vai do simples ao complexo, com a mesma magia.

Provavelmente algum blog/site já falou sobre ela, mas o trabalho da Amanda é um dos que eu acompanho há mais tempo - então achei justo que fosse o primeiro post sobre inspirações fotográficas aqui no Expresso.
O trabalho dela é um deslumbre! Você provavelmente já esbarrou com algumas fotografias dela pelo tumblr, We♥It, Instagram, blogs e Pinterest. O que você não sabia, até agora, era o nome da fotógrafa por trás dessas belas imagens.

Agora chega de falar e vamos às imagens, que como vocês sabem, valem mais que mil palavras:


Untitled
"This camera is so heavy. My arms look like they're going to snap..."
Day 105/365 ~ A Best Friend is like the Sibling that Destiny Forgot to Give You [Explored!] Day 98/365 ~ You Mustn't Be Afraid to Dream a Little Bigger, Darling Day 196/365 ~ I Guess It's Really Over; I'm Finally Getting Better; and Now I'm Picking Up the Pieces Day 193/365 ~ Why Don't We Go, Somewhere Only We Know? Day 283/365 ~ The Important Thing is Not the Camera But the Eye Gathering Wildflowers Cherry Blossoms Day 344/365 ~ Smile - There Are So Many Reasons To Day 173/365 ~ So It's Over Now We're Through, so I'll Unfriend You

Um detalhe que eu esqueci de mencionar: você dificilmente verá o rosto da moça. Apesar de fazer muito self-portrait em sua galeria no Flickr, ela é tímida e não é lá muito chegada em mostrar o rosto.
Bom, essas fotos foram do Flickr. Ou seja, são as fotos que ela gosta de fazer nas horas vagas.
Os editoriais dela também são de tirar o fôlego:


Mais da artista:
Flickr: flickr.com/amandamabel
Site: amandamabelphotography.com
Fanpage: facebook.com/amandamabelphotography
Tumblr: amandamabel.tumblr.com
Instagram: @amandamabel


Juro que tentei economizar nas fotos e não consegui!
O que acharam? Já conheciam? Gostaram?

Carolina! Na verdade se chama Ana Carolina e não gosta de ser chamada de Ana. Não revela a idade, mas todo mundo diz que aparenta bem menos. Fotógrafa e estudante de Jornalismo. Mudou de área depois de anos insatisfeita com a profissão. Carioca, apaixonante e implicante. Carinha de 8, espírito de 80 anos. Chata, mal humorada e anti-social. Gosta de rimas simples, de frases bobas e é viciada em café. Na vida passada foi um gato tamanha preguiça. Tem mania de ter manias, coleciona coisas inúteis e acha ridículo isso de falar de si mesma em 3º pessoa.

 
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