8.3.15

Oito Mulheres para Ler

Não ia ter post, não ia ter nada. Mas enquanto eu copiava uma matéria da faculdade, tive uma ideia e aqui estou ao invés de estar estudando. Foco: tem mas acabou!
Me amem, não me julguem.

Toda a preguiça que eu estava de fazer um post sobre o dia internacional da mulher virou euforia ao pensar que, ao invés disso, podia vir aqui e indicar mulheres incríveis para vocês lerem.

01-Malala Yousafzai


Malala, a paquistanesa que foi baleada na cabeça pelo Talibã porque queria estudar e não se calou diante dos absurdos que os terroristas fizeram no Vale do Swat, onde morava. Malala tinha apenas 15 anos e quase pagou o preço de querer estudar com a vida. Poucos acreditavam que ela sobreviveria, mas nem uma bala na cabeça pode detê-la. Malala é a pessoa mais jovem a ganhar o prêmio Nobel da Paz. Menina corajosa e admirável. Ela vem de uma cultura onde a mulher não tem voz, mas nem por isso Malala se calou.
Em seu livro "Eu sou Malala" publicado no Brasil pela Companhia das Letras, a jovem conta como o Talibã invadiu o Vale do Swat e todos os absurdos que aconteceram no Paquistão. A maioria preferia se calar, mas Malala e seu pai sequer abaixaram a voz. A campanha da jovem virou uma campanha internacional e Malala é uma das 100 pessoas mais influentes do mundo segundo pesquisa da Time.
Hoje em dia, Malala vive na Inglaterra, onde foi internada durante seu tratamento e recuperação, mas não esconde de ninguém o desejo de voltar para sua terra, apesar das ameaças de morte que recebe caso faça isso. Após ganhar o Nobel da Paz, a estudante-ativista declarou que um dia deseja ser primeira ministra do Paquistão. Se eu fosse vocês, não duvidava dessa menina.

"Os extremistas têm mostrado com o que eles querem travar sua luta: contra uma garota com um livro."
Caso ainda haja alguma dúvida, aconselho assistirem o video abaixo:


Livro: 
Eu sou Malala (2013) - Malala Youzafzai e Christina Lamb (Companhia das Letras)

02- Chimamanda Adichie


Conheci Chimamanda durante uma disciplina no meu primeiro ano da faculdade e fiquei apaixonada por ela desde então. Chimamanda é uma premiada autora nigeriana, considerada uma das mais importantes vozes da literatura afriacana. Quando começou a escrever, ela reproduzia o tipo de história que estava acostumada a ler nos livros americanos. Quando conheceu a literatura africana, ficou apaixonada e decidiu escrever sobre aquilo que conhecia: seu país, sua cultura. Chimamanda logo percebeu que a maioria dos livros sobre a África que os leitores do mundo inteiro conhecem, são feitos por autores que não são africanos - e com isso, uma imagem nem sempre verdadeira é passada sobre a África. Em busca de mudar essa perspectiva, ela deu uma palestra no TED sobre "Os perigos de uma história única".
Suas histórias não-únicas tem tomado grandes proporções e se tornado cada vez mais conhecidas.

Negra, escritora, nigeriana e feminista, em outra oportunidade no TED, Chimamanda falou sobre feminismo na palestra "We should all be feminists" (Todos nós deveríamos ser feministas) e seu discurso foi publicado em um livro pela Companhia das Letras. Além disso, a cantora Beyoncé incorporou várias frases desse discurso em sua música Flawless, trazendo mais notariedade para Chimamanda.
Ela fala de cultura africana, de racismo, de educação, de feminismo, de construção de gênero... e ela pode falar sobre o que quiser que eu vou querer parar para ouvir ou ler.

"Meu editor nigeriano e eu começamos uma ONG chamada Farafina Trust. E nós temos grandes sonhos de construir bibliotecas e recuperar bibliotecas que já existem e fornecer livros para escolas estaduais que não tem nada em suas bibliotecas, e também organizar muitos e muitos workshops, de leitura e escrita para todas as pessoas que estão ansiosas para contar nossas muitas histórias. Histórias importam. Muitas histórias importam. Histórias tem sido usadas para expropriar e tornar malígno. Mas histórias podem também ser usadas para capacitar e humanizar. Histórias podem destruir a dignidade de um povo, mas histórias também podem reparar essa dignidade perdida." - Chimamanda Adichie


Livros:
O Hibisco Roxo (2003) - Companhia das Letras
Meio Sol Amarelo (2006) - Companhia das Letras
A Coisa à Volta do Teu Pescoço (2009) - Dom Quixote
Americanah (2013) - Companhia das Letras
Sejamos todos feministas (2015) - Companhia das Letras

03-  Jeannette Walls


Jeannette Walls é uma das minhas escritoras preferidas e eu devorei absolutamente todos os livros escritos por ela. Mas vou falar apenas de um deles: O Castelo de Vidro. A autora sempre escondeu de todos o seu passado, mas quando resolveu contar sua história, ficou por sete anos na lista de best-seller do New York Times. Jeannette teve uma infância miserável. Ela e os irmãos vieram de uma família decadente: pai bêbado e uma mãe artista frustrada sem sucesso. Jeannette diz que não sentia falta de amor e que os pais criaram filhos independentes e talentosos, com habilidades para se virarem sozinhos e cuidarem uns dos outros. Porém, seus pais eram negligentes por deixar os filhos sem comida, sem uma estrutura mínima e por muitas vezes eles tinham que revirar o lixo da escola em busca de restos de comida para não morrerem de fome. Eles não tinham moradia fixa, viviam como nômades fugindo das situações mais extremas em que viveram até virarem sem-teto.
Jeannette e seus irmãos nunca deixaram-se abater ou tiveram pena um do outro. Trabalharam duro e lutaram juntos para vencer todas as dificuldades que lhe eram impostas. O Castelo de Vidro é um livro para amar e odiar. Você vai amar a determinação dessa família, seus sonhos e a maneira como demostram amor uns pelos outros, mas vai odiar a negligência e a irresponsabilidade dos pais. Você vai amar o modo como os pais dão liberdade para os filhos serem quem são, mas vai odiar as privações que eles impõem aos filhos.
Mas principalmente, você vai amar Jeannette e a determinação com que ela trilhou a vida e batalhou para chegar onde está.
O livro é a biografia da jornalista Jeannette Walls e mostra como ela aprendeu a extrair a beleza em meio a dor. É um livro lindo, chocante, revoltante e apaixonante ao mesmo tempo

“Escrever as memórias é como entregar a vida a alguém e dizer: eis pelo que passei, eis quem sou, talvez com isso você consiga aprender alguma coisa. É dividir honestamente o que pensamos, sentimos e sofremos. Se conseguir fazer isso com eficiência, alguém pode receber a sabedoria e os benefícios da sua experiência sem ter de vivê-la.” - Jeannette Walls

O livro "O Castelo de Vidro" deve virar filme e a atriz Jennifer Lawrence fará o papel de Jeannette Walls.

Livros:
O Castelo de Vidro (Nova Fronteira)
A Estrela de Prata (Globo Livros) << resenha aqui no Expresso
Cavalos Partidos (Nova Fronteira)

04- Lionel Schiver


Lionel está em um páreo duro com Jeannette na minha lista de autoras preferidas. Eu gostaria de ter um adjetivo para descrever a escrita da Lionel, mas não consigo dizer nada além de "fodástica". Quem já leu, há de concordar comigo. Seus livros parecem cutucar o leitor, é uma leitura inquietante, como se Lionel nos acertasse tapas sem mão bem no meio de nossas fuças. Tempos atrás estava tão incomodada com o que lia, que abandonei um livro dela na metade para refletir sobre o que eu estava fazendo da minha própria vida - nesse nível, gente!
Eu não sou capaz de indicar apenas UM livro da Lionel, então vou falar sobre o mais famoso deles: "Precisamos falar sobre o Kevin". Eu não fui capaz de resenhar para o blog, porque fica um imenso "nada a dizer" quando terminamos de ler essa obra. É um romance impactante, que te tira do eixo de um modo tão... tão... que não dá para explicar. A história trata sobre a visão de uma mãe atormentada pelo comportamento do filho desde seu nascimento até se tornar o autor de um massacre escolar. Ele é o sétimo livro da Lionel e ele foi recusado por mais de 30 editoras devido ao seu teor. Em 2005, no entanto, o livro ganhou o prêmio Orange Prize, na Grã-Bretanha.

Livros:
The Female of the Species (1986) - Penguin Books
Checker and the Derailleurs (1987) - Penguin Books
Ordinary Decent Criminal (1990) - Flamingo
Game Control (1994) - Harper Perennial
A Perfectly Good Family (1996) - Harper Perennial
Dupla Falta (1997) - Intrísseca
Precisamos Falar Sobre o Kevin (2003) - Intrísseca
O Mundo Pós-Aniversário (2007) - Intrísseca
Tempo é Dinheiro (2010) - Intrísseca
Grande Irmão (2013) - Intrísseca
A Nova República (2015) - Intrísseca (o único das edições brasileiras que não tenho e estou aceitando de presente - fica a dica)

05- Carolina Maria de Jesus


Outra autora que eu descobri no meu primeiro ano de faculdade e fiquei fascinada por ela.
Carolina foi uma mulher, negra, favelada e extremamente pobre que catava lixo e reciclava cadernos e folhas que encontrava para escrever seus diários. Quando a chamavam de "mendiga e suja”, ela dizia dizia que, embora andasse suja, não era mendiga: “Mendigos pedem dinheiro; eu peço livros”. A Vida de Carolina mudou quando foi descoberta pelo repórter Audálio Dantas, na favela do Canindé, em São Paulo. Enquanto ele preparava uma reportagem sobre um parque infantil, viu uma mulher negra de 43 anos gritando para os adultos que brincavam no tal parque: “Onde já se viu uma coisa dessas, uns homens grandes tomando brinquedo de criança! Deixe estar que eu vou botar vocês todos no meu livro!”. Como todo jornalista (essa raça ruim a qual pertencerei um dia, rs) ele foi atras dela e descobriu pilhas e pilhas de cadernos que ela escrevia, entre eles uma espécia de diário onde Carolina descrevia o dia-a-dia da vizinhança na favela. Carolina Maria de Jesus ficou mundialmente conhecida pelo seu livro "Quarto de Despejo", um clássico de nossa literatura, traduzido em 13 idiomas e com mais mais de 80 mil exemplares vendidos só no Brasil. Um best seller. 
Na década de 1990, o pesquisador brasileiro José Carlos Sebe Bom Meihy e o norte-americano Robert Levine, publicaram o livro "Cinderela negra: a saga de Carolina Maria de Jesus" (editora UFRJ, raro, esgotado, impossível de encontrar). Também publicaram duas coletâneas de inéditos da escritora.
Carolina escreveu todos os dia, até sua morte.
Não digam que fui rebotalho,
que vivi à margem da vida.
Digam que eu procurava trabalho,
mas fui sempre preterida.
Digam ao povo brasileiro
que meu sonho era ser escritora,
mas eu não tinha dinheiro
para pagar uma editora.
Livros:
Quarto de despejo (1960) - Ática
Casa de Alvenaria (1961) - P. de Azevedo - Não encontrado
Pedaços de fome (1963) - Aquila
Provérbios (1963) - (?) Não encontrado
Diário de Bitita (1982) - nova Fronteira
Onde Estaes Felicidade (2014) - eMe Parió Revolução

06- Alice Ruiz


Alice Ruiz é uma poetiza curitibana que começou a escrever contos com 9 anos de idade, mas só lançou seu primeiro livro aos 34 anos. Sua obra era secreta. 
Aos 22 anos, Alice se casou com o escritor Paulo Leminski, para quem mostrou seus escritos pela primeira vez na vida. Leminski ficou muito surpreso e encantado e comentou que ela escrevia haikais - Alice nem sabia o que eram haikais, mas apaixonou-se pela estrutura japonesa de fazer poemas e traduziu quatro livros de autores japoneses.
Alice publicou, até agora, 21 livros, entre poesia, traduções e uma história infantil. Alice ganhou 2 prêmios Jabutis: um com a obra "Vice Versos" e outro com  "Dois em Um". Ela teve poemas publicados em 6 países (Estados Unidos, Bélgica, México, Argentina, Espanha e Irlanda). Alice e Leminski tiveram três filhos: Miguel Ângelo Leminski, Áurea Alice Leminski e Estrela Ruiz Leminski - que também é escritora.

Em caso de dor ponha gelo
Mude o corte de cabelo
Mude como modelo
Vá ao cinema dê um sorriso
Ainda que amarelo, esqueça seu cotovelo
Se amargo foi já ter sido
Troque já esse vestido
Troque o padrão do tecido
Saia do sério deixe os critérios
Siga todos os sentidos
Faça fazer sentido
A cada mil lágrimas sai um milagre
Livros:
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07- Marina Colasanti


Quando adolescente, lia muito Marina. Ela é responsável por várias decisões e boas escolhas que fiz na minha vida.  Eu sabia alguns de seus textos de cor e já briguei feio na internet por publicarem o texto "Eu sei, mas não devia" com o nome de outro autor. Ela é casada com um autor que eu aprendi a gostar com a minha avó, que me deu um livro dele: Affonso Romano de Sant'Anna.
Marina escreve para adultos e crianças, sua obra passeia pelas crônicas do cotidiano, poesias, contos ficção e textos jornalísticos. Ela tem 33 livros publicados. Dos infanto juvenis, meu preferido é "Ana Z.Aonde vai você?", dos adultos "Contos de amor Rasgados" e "Por falar em amor" ♥
Marina foi ganhadora do Prêmio Jabuti em 2010 pelo livro "Passageira em trânsito".

"A gente se acostuma para poupar a vida. Que aos poucos se gasta, e que, de tanto acostumar, se perde de si mesma."

Livros:
Clica aqui que a lista é grande

08- Simone de Beauvoir 


Eu tinha outras ideias para descrever nesse post, mas se estou indicando escritoras pelo dia da mulher, desculpem, não posso não falar de Simone! Se for para falar de mulher, de feminismo ou de filosofia, suas obras são de leitura obrigatória. O livro mais famoso dela, "O Segundo Sexo" é chamado de "Bíblia feminista". Todos os livros de Simone abordam temas existencialistas e sempre avaliam qual é o papel da mulher no mundo. Em seus romances (porque ela não escreveu apenas sobre feminismo) ela examinava o amor por diversos pontos de vista: o ciúme, a raiva, a frustração. Além de “O Segundo Sexo”, seus livros mais conhecidos são “Os Mandarins”, “A convidada”, “A cerimônia do adeus”, “A longa marcha”, “A mulher desiludida” e “As belas imagens”. Porém, o nome de Simone é mesmo um ícone do feminismo. Ela manteve um relacionamento com o filósofo existencialista Jean-Paul Sartre por toda a sua vida. Simone e Sartre se conheceram em 1929 quando Simone se graduou em filosofia. Desde então eles mantiveram um relacionamento aberto, que não era bem aceito na época, porque os dois se envolviam com outras pessoas e compartilhavam as experiências adquiridas (sério gente, poliamor hahaha) No livro "A Cerimonia do Adeus" publicado em 1981, Simone se despediu do companheiro que faleceu em 1980. Daí em diante Simone começou a abusar do álcool e de anfetaminas. Simone faleceu em abril de 1986, aos 78 anos e foi enterrada ao lado de Sartre ♥.

Não se pode escrever nada com indiferença

Livros:
Clica aqui que a lista é grande

Eu ainda poderia listar Clarice Lispector, Cecília Meireles, Hilda Hist, Lya Luft dente outras... mas quis trazer nomes que vocês talvez não conheçam ou estivessem acostumados a compartilhar como frases de efeito no facebook!
Leiam Virgina Woolf, Sylvia Plath, Lygia Fagundes Teles, Isabel Allende... Leiam mulheres!

Feliz dia internacional da Mulher!

2.3.15

Confissões de uma Bibliófila

Eu fiquei pensando mil vezes no que eu diria aqui para voltar depois de tanto tempo off.
Tinha um post pendurado nos rascunhos desde dezembro, mas ele só faria sentido se eu postasse no começo do ano. Depois ficou estranho. Sabe quando você fica um tempão sem falar com alguém e depois fica sem assunto e fala só oi?
Tipo isso!

Mas calma, eu não vou dizer apenas oi! hahaha

Eu estava assistindo ao canal da Tatiana Feltrin (se você não conhece, acorda ai pra vida) e eu gostei tanto, concordei tanto, que resolvi que seria meu gancho pra voltar pra cá.
Sim, roubei a TAG de uma youtuber pra ter assunto e só Deus pode me julgar (se bem que nem considero roubo, porque esse trem de tag é um tal de pega daqui e posta ali, marca fulano, responde sicrano que né? - Eu só não tenho canal no youtube ué).

Mas vamos lá! Trata-se da TAG "Confissões de uma Bibliófila" e as perguntas são: 

1. Qual é o gênero de literatura que você se mantém longe?

Eu me mantenho longe desses livros adolescentes de seres mágicos, tipo vampiros, anjos, demônios, coisas do tipo garoto-encontra-garota, esses livros de banca tipo Julia/Sabrina e livros de auto-ajuda.
Muitos preconceitos literários que eu tinha ou tive, fui deixando de ter com o passar do tempo, mas esses que citei... Esses não tem como.

2. Qual é o livro que você tem na estante e tem vergonha de não ter lido?

Meu Deus, muitos. Eles ficam ali me julgando, me apontando na fuça e dizendo que sou uma fraude. Quando eu resolvi catalogar os livros em uma planilha, uma das colunas era o status (lido/não lido/abandonado) e eu fiquei assustada comigo mesma. Por isso resolvi fazer uma daquelas jarrinhas de sorteio de próximo livro (TBJ JAR - To be read Jar) pra ver se tomo vergonha na cara jeito e leio os que estão ali na espera. Mas acho que o que mais me envergonha é o Dom Quixote, que eu fiz uma questão absurda de ter, namorei, noivei, casei com ele quando o consegui e não li. Vergonha!

3. Qual é o seu pior hábito enquanto leitor(a)?

Eu sou neurótica com meus livros, acho que esse é o pior de todos os hábitos. Eu não gosto que ninguém pegue neles, não gosto que mexam, acho que trucido se amassarem, rasurarem ou marcarem um livro meu. Durante a leitura, meu pior hábito é que eu odeio barulhos externos, odeio conversa alheia, odeio burburinhos... Imaginem vocês que eu leio muito no ônibus, voltando da faculdade e que silêncio é a última coisa que eu consigo ter no meu dia-a-dia. Nesse momento vocês pensam: o que essa louca faz, mata as pessoas?
Não meus queridos, não mato as pessoas. Eu uso duas táticas infalíveis que eu costumo chamar de "paz portátil": protetor auricular nexcare para dormir (ou não) e um aplicativo dos deuses chamado "Rain Sounds Relax & Sleep". Esse app maravilhoso, reproduz diversos barulhinhos de chuva ♥ É maravilhoso, coloco no último volume e nada mais me perturba. Eu não consigo ler ouvindo música, mas barulho de chuva é coisa linda de Deus *-*. 

4. Você costuma ler a sinopse antes de ler o livro? 

Sim, sempre. Eu também vejo resenhas em canais literários, aceito indicações de amigos ou leio resenhas de quem eu sei que não faz spoiler. Eu já comprei muito livro pela capa torcendo pra ter sorte, mas já foi-se o tempo de ostentar assim. As coisas andam muito caras e por mais que eu gaste rios com livros, não compro mais nada às cegas!

5. Qual é o livro mais caro da sua estante?

Se for contar pelas coleções, tem muito grana investida ali. Eu não tenho comprado livros muito caros não. Mas tem coisas do tipo: "ah, hoje o livro está baratinho, mas na época que comprei foi bem caro". Eu lembro que paguei um bom dinheiro no Crônicas de Nárnia, no box d'O Guia do Mochileiro das Galáxias. O box do Desventuras em série e o livro 'Star Wars - A Trilogia – Special Edition', eu ganhei de presente, mas sei que foram bem carinhos também. 
Fora os livros específicos de fotografia que são sempre muito caros e eu nem tento mais comprar.  Ah, o ultimo que comprei foi o Americanah da Chimamanda Adichie e ele foi salgadinho à beça.

6. Você compra livros usados/em sebo?

 
MUITO! Durante o  tempo que fiquei no meu penúltimo emprego, que era perto de vários sebos, conhecia os livreiros pelo nome e fazia reservas por telefone pra buscar na hora do almoço hahaha. Eu tenho neura do livro estar sujo, rasgado ou muito amarelo, mas eu sou uma verdadeira desbravadora de sebos e sempre dou uma restauradinha quando pego algum meio prejudicado. Gastei sete vidas em sites como Estante Virtual e similares.
Atualmente, tenho adquirido muitos livros pelo facebook. A querida Clara Taveira do canal Capitu ja leu? me chamou para ajudar a administrar um dos grupos mais legais (e um dos maiores) para vendas e trocas de livros: o Desapego de Livros RJ (fica a dica) e eu tenho conseguido excelentes livros por lá. 
Além disso, também sou voluntária e incentivadora do projeto Biblioteca da Gratidão que é uma cria do grupo Feira Grátis da Gratidão (que eu já mostrei o que é aqui no blog - clique aqui para conhecer) e que pretende promover a doação de livros e a participação de livros nas feiras e demais eventos de doações. Ou seja: preconceito nenhum com livros de segunda ♥

7. Qual é a sua livraria (física) preferida?

A Livraria Cultura ♥. Eu fiquei muito apaixonada quando fui pra São Paulo e conheci a Cultura da Av. Paulista - queria morar lá dentro - e fiquei frustrada porque aqui no RJ não tinha. Não tinha, mas agora tem! A Livraria Cultura do RJ foi inaugurada num projeto de revitalização do antigo Cine Vitória na Cinelândia, que estava fechado há mais de 20 anos! Tem teatro, café, área de exposição, área geek, espaço para as crianças, poltronas, pufs e livros, muitos livros distribuídos em 4 andares de loja. Eu não ganho nada pelo marketing, mas amo essa loja ♥ (porém, quase não compro mais em lojas físicas a não ser que saiba que é uma big promoção - frequento, vejo as novidades, tiro foto pra lembrar o que quis, mas quase nunca compro porque acho os preços altos demais e sei que posso encontrar mais barato - vide tópico 6)

8. Qual é a sua livraria online preferida?

A que estiver mais em conta. Eu não tenho uma preferida, eu costumo pesquisar onde tenho mais desconto ou mais vantagem e compro lá. Recentemente fiz minha primeira compra da vida na Fnac e gostei muito, mas costumo comprar no Submarino (que não é livraria mas...), Saraiva, Travessa... Enfim, façam como eu e olhem no Buscapé antes hahaha

Gente, tô muito propagandeira nesse post e ninguém me paga nem uma mariola vencida pra isso - socorro

9. Você tem um orçamento (mensal) para comprar livros?

Eu deveria ter, mas não tenho, nunca tive e não sei se um dia terei hahaha
Eu tenho um caderninho (a louca) com listas de livros separados por tópicos: livros lidos, livros que ganhei de presente, livros desejados e livros comprados. Fiz isso pra ver dou uma controlada nessa sangria de comprar muitos livros porque eu sei que meu tempo de ler é reduzido devido a faculdade - então eu não dou conta mesmo. Com o caderninho de controle, por exemplo, eu percebi que em janeiro dei uma surtada e consegui segurar a onda em fevereiro. Então, acho que está dando certo! 


10. Quem você "tagueia"?

Olha, eu roubei a TAG, eu estou há um tempão sem vir aqui e não sei se alguém já fez algo parecido. Então eu não vou taguear ninguém não. Mas se alguém aí fizer vou super curtir saber que não estou só na roubalheira hahaha


Então... é isso! Chega, acabou o post!




Vídeo da Tati onde conheci a TAG: http://youtu.be/WglTGxwgK2k

7.12.14

O Talento de Tanya Little

As pessoas tem uma mania muito feia comum: quando se deparam com uma fotografia muito bonita, perguntam: qual câmera você usou?
Na cabeça de muitos, a qualidade de uma fotografia está mais ligada ao equipamento usado do que à pessoa que fez a foto. Isso é uma imbecilidade imensa.
É como se você chegasse na casa de alguém para jantar e dissesse: "Nossa, que comida deliciosa, qual fogão você usou?", "Ah, mas com uma panela dessas até eu faço comida boa".
Vou explicar de modo bem simples: a câmera não faz o fotógrafo.
E vou provar o que digo também:

Tanya Little é uma fotógrafa de Nevada que decidiu registrar o dia-a-dia de seus três filhos.
Ela passou os últimos quatro anos fotografando-os diariamente, com dedicação e criatividade.
As imagens que Tanya produziu de sua família, são incríveis.
Ela usa uma câmera de entrada bem simples: uma Canon Rebel T2i com duas lentes: 50mm f / 1.4 e 28mm f / 2.8.
O esposo disse que, recentemente, ela trocou para a T5i (que é a mais atual da linha Rebel), porém a maioria das fotografias dela (na pagina, site e portfólio) foram feitas na T2i.
Tanya não tem uma super-hiper-mega-blaster câmera. Ela não tem lentes top-de-linha.
Ela tem uma coisa que ela poderia usar com qualquer equipamento do mundo: TALENTO.

Confiram alguns exemplos:

Day 248 | 365 Exploration { 2014 } Day 231 | 365 Own Pose { 2014 } Day 211 | 365 Table Fort { 2014 } Day 195 | 365 Summer Falls { 2014 } Day 192 | 365 Rogue Reds Calendar { 2014 } Life Summer Sprinklers Exploration Day 249 | 365 Handstand { 2014 } Watching Videos

E agora? Concordam comigo que o que realmente importa é o fotógrafo por trás da câmera?

Veja mais: Site | Facebook | 500px | Flickr | Tumblr
Fonte: Bored Panda


Adivinha quem voltou? \o/

1.12.14

Uma imagem que vale mais que mil explicações


Não me abandonem, eu volto!

14.11.14

Nova Tag: Decoração

Eai, meu povo e minha pova? Tudo bem com vocês?
Olha que coisa legal, tô aqui pra estrear nova tag no blog!
Aí vocês pensam: "Tá e daí?". Daí que nada, né? #pokerface

Sempre que me perguntam: Ahh Carol, sobre o que é o seu blog?
Após os costumeiros minutos de inatividade cerebral eu costumo responder que é sobre as coisas que eu gosto. Só que DECORAÇÃO é uma coisa que eu gosto muuuuuito e nunca falei aqui.
Como ultimamente eu ando falante e escrevente, resolvi que vou começar a postar aqui as coisas que eu gosto mesmo! hahaha
Me aturem. Ou fujam. Mentira, fujam não, venham cá e me deem um abraço. Coletivo ♥

Bom amiguinhos e amiguinhas. Eu infelizmente ainda (ainda) não tenho a minha casinha para decorar e mostrar aqui para vocês. Mas o que não me faltam são idéias.
Eu tenho um catálogo de idéias e de coisas que farei quando a casinha chegar. Mas enquanto ela não chega, vou mostrando aqui as inspirações e anseios dessa pseudo-decoradora-wannabe.

Aceitam-se críticas, sugestões, ideias e macetes dos paranauês das decoração tudo!

Primeira inspiração da nova tag, é uma coisa que eu desejo MUITO ter.
E confesso que só não tenho ainda, por absoluta falta de espaço na atual casinha que moro.
Maaaaas, como na minha futura casa terei uma, já fico doida reunindo inspirações e idéias.

Penteadeiras

Gente, por favor! Meu sonho de menina que virou coisa brega e ultrapassada e depois renasceu das cinzas revitalizada (thanks God) ♥. Apenas que penteadeiras são a coisa mais amor que existe!
Eu quero, quero e quero uma!




01- Isadora - E agora Isadora?
02- Bruna Vieira - Depois dos Quinze
03- Mihh Costa - Black Colours
04, 05 e 06 - Encontradas no Pinterest
07- Giovanna Ferrarezi - Radioactive Unicorns
(se alguém souber o dono, é só avisar que eu coloco os créditos)



O que vocês acharam? Eu poderia ficar dias colocando referências aqui ♥
Qual vocês teriam? De qual gostaram mais? 
Me conta aqui nos comentários porque eu não consigo escolher uma só!

Ps: Desculpem o sumiço, meu amores! É final de semestre, vocês não imaginam a loucura que está sendo (ou talvez imaginem)... Sorry!

Carolina! Na verdade se chama Ana Carolina e não gosta de ser chamada de Ana. Não revela a idade, mas todo mundo diz que aparenta bem menos. Fotógrafa e estudante de Jornalismo. Mudou de área depois de anos insatisfeita com a profissão. Carioca, apaixonante e implicante. Carinha de 8, espírito de 80 anos. Chata, mal humorada e anti-social. Gosta de rimas simples, de frases bobas e é viciada em café. Na vida passada foi um gato tamanha preguiça. Tem mania de ter manias, coleciona coisas inúteis e acha ridículo isso de falar de si mesma em 3º pessoa.

 
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